Alois Alzheimer

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Tratamento não Farmacológico

Todo médico deveria ser um otimista. O geriatra, porém, deve ser obrigatoriamente um otimista obstinado. Ser geriatra é, antes de tudo, ter uma atitude ativa e positiva no enfrentamento de grandes déficits sejam eles cognitivos ou funcionais.
Costumamos dizer que “o pouco é muito”, pois este “pouco” poderá evitar, por exemplo, que um paciente com algum distúrbio de conduta ou limitação funcional seja internado num asilo para sempre. A manutenção da autonomia e independência deve ser o objetivo a ser perseguido sempre, de maneira incansável.
A experiência demonstra que, muitas vezes, os familiares acabam por internar pacientes em asilos, não porque querem e sim pela total impossibilidade de assisti-los convenientemente em suas casas.
A reabilitação, portanto, pautada no bom senso e dentro das limitações impostas pelo caso, deve ser incluída na filosofia da convivência diária. O objetivo principal da reabilitação é restaurar ou maximizar funções perdidas ou diminuídas.
É importante entender que a reabilitação não se encerra em si mesma. Ela é, na realidade, a primeira etapa que visa a reduzir a carga gerada à sociedade pelas pessoas deficientes física e mentalmente. Todos os indivíduos devem receber essa abordagem, com o propósito de promover um nível máximo de independência e bem-estar.
A grande questão é: por que reabilitar se o curso da doença é inexorável?
Sabe-se que a doença de Alzheimer pode acometer indivíduos com boa saúde física, e as estatísticas têm indicado sobrevidas de até 20 anos. Há pouco tempo estimava-se que, em média, os pacientes acometidos faleciam nos 5 ou 8 primeiros anos, porém isso está mudando, com certeza por causa de uma atitude menos passiva ante as intercorrências clínicas e a sua prevenção, e também quanto aos cuidados específicos dirigidos ao paciente. Esse dado remete a algumas reflexões: se estamos ante um doente que pode viver em condições de saúde relativamente boas do ponto de vista físico e sabe-se que a evolução da doença é lenta, porém inexorável, terminando por levar o indivíduo ao estado terminal, acamado com vida apenas vegetativa, por que não tentar retardar ou até mesmo evitar o aparecimento das complicações que afetam de forma dramática a qualidade de vida desses indivíduos?
A experiência demonstra que, se bem cuidados, pacientes que foram tratados com abordagem e enfoque terapêuticos baseados na filosofia da reabilitação possível não só apresentam melhores condições de vida e de convívio, mas também raramente são institucionalizados precocemente e, acima de tudo, apresentam, em grande porcentagem dos casos, melhoria substancial de suas funções cognitivas.
É importante que o paciente não seja discriminado em termos de reabilitação. É fato recente e muito conhecido que pacientes demenciados não têm recebido a mesma atenção em termos de reabilitação quando comparados àqueles que sofreram AVC e doenças cardíacas.
Reabilitar um paciente demenciado é uma tarefa árdua, e a avaliação dos progressos conseguidos é difícil de ser quantificada, mas os resultados nos animam a continuar perseguindo esse ideal. Essa assertiva pode ser ilustrada pela história de uma pessoa que pergunta a um desconhecido onde fica um determinado local:

– Continue por essa estrada e você encontrará o local que deseja.
– E a que distância fica?
– Para que você quer saber a distância? Continue caminhando e você chegará lá.
Nós também estamos na estrada certa, todavia também não sabemos quando chegaremos lá.
Uma questão especialmente relevante, quando se fala em reabilitação em geriatria, é a filosofia do processo. É impossível falar hoje em reabilitação sem abordar a questão do trabalho de equipe multidisciplinar. Profissionais de fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, aconselhamento psicológico e apoio social, em parceria, formarão uma equipe de alto padrão de eficácia para recuperar e/ou manter padrões de independência física.
Os membros da equipe devem em suas áreas traçar um plano que busque ser o ideal, porém sem perder de vista que um dos maiores objetivos com esses pacientes é maximizar e manter o que ainda podem fazer sem auxílio e não fixar patamares difíceis de serem alcançados.
Se não temos essa questão em mente, o processo pode ser extremamente frustrante para o paciente e todo o processo pode naufragar.

Se definirmos, então, que dentro do nosso planejamento utilizaremos a eficiente arma da reabilitação, o próximo passo será indagarmos que tipo de reabilitação?

 

Existem, basicamente, para estes pacientes, quatro tipos principais de terapias:

 

Terapia da orientação para a realidade
Essa terapia consiste em um conjunto de técnicas que visam a combater a desorientação e os distúrbios da memória. Normalmente, é realizada em grupos, com o auxílio de material audiovisual, reforçando aspectos como datas, hora, nomes, fatos etc. A integração entre os elementos do grupo é fundamental, assim como o uso de técnicas de estimulação sensorial.
As reuniões são periódicas, em grupos de cerca de dez pacientes, com duração de 40 minutos; o clima é dinâmico, com participação ativa de seus membros, que são questionados a respeito de nomes dos familiares, datas e fatos relevantes etc.
Também conhecida como “Terapia das Reminiscências”, utiliza recursos interessantes e altamente motivadores, como: álbuns de fotografia de família, discos antigos, conversas orientadas com relação ao passado etc. Embora a memória recente esteja comprometida já nos estágios iniciais, a memória antiga pode apresentar-se relativamente conservada. Esse fato é bastante conhecido, pois pacientes que não conseguem se lembrar do que almoçaram lembram com facilidade o nome da primeira professora, nomes de amigos de infância etc. Verificada então essa possibilidade, o cuidador deve tirar o máximo de proveito, estimulando essas recordações.
Existem trabalhos médicos que defendem o uso desse tipo de atividade não apenas como técnica de comunicação interpessoal ou simples entretenimento, mas pelo efeito calmante e sedativo que apresenta.
Foi o médico Robert Butler que desenvolveu essa técnica no início da década de 1960 e a denominou life review (revisão da vida), na qual encorajava as pessoas a falarem sobre seu passado mesmo remoto, infância, juventude etc. Essa técnica permite que o indivíduo saiba quem é, onde vive, que amigos teve, onde estudou, reforçando o senso de identidade, sendo assim uma inestimável colaboração na melhoria do desempenho intelectual.
Outra facilidade que essa técnica apresenta é a de poder ser aplicada a qualquer momento, dependendo apenas de sentar e conversar com o paciente. A técnica é bastante simples e consiste em perguntas e respostas sobre o passado. Álbuns de fotografias de família, jornais e revistas da época são materiais relativamente fáceis de ser conseguidos e os resultados costumam ser altamente positivos.
Por menos que se acredite realmente na colaboração do paciente, deve-se tentar. Quem convive com pacientes demenciados nunca deve prejulgar um comportamento, pois eles costumam reagir a determinados estímulos de forma absolutamente surpreendente.
Algumas regras gerais auxiliam na aplicação dessa técnica:

 

Fisioterapia
Em geral, o curso de graduação em Fisioterapia dura 4 anos. A Fisioterapia é a ciência da saúde que estuda, diagnostica, previne e trata os distúrbios de movimento decorrentes de alteração de órgãos e sistemas orgânicos. O fisioterapeuta atua basicamente em duas grandes áreas da saúde: prevenção e reabilitação.
Pacientes com demência são muitas vezes e por variados motivos levados a ter sua mobilidade prejudicada, portanto a Fisioterapia tem seu espaço na abordagem terapêutica de forma inquestionável. Prevenção de contraturas articulares, mobilização das secreções pulmonares, encurtamentos musculares, manutenção da massa muscular na prevenção de atrofias, trabalho visando ao melhor equilíbrio e marcha são alguns dos problemas tratáveis fundamentalmente pelo fisioterapeuta.
Os fisioterapeutas atuam também, de maneira decisiva, no tratamento de pacientes que sofreram AVC (derrames) e com portadores de doenças que afetam os movimentos, como a doença de Parkinson. A fisioterapia ajuda as pessoas na melhora das suas funções motoras, colaborando de modo decisivo na manutenção da independência e do bem-estar.
Salvo em situações particulares e patológicas específicas, o fisioterapeuta geralmente atua utilizando recursos pouco sofisticados, propiciando maior facilidade para que este importante instrumento terapêutico possa, na grande maioria dos casos, ser realizado em âmbito domiciliar. O fisioterapeuta, em situações específicas, pode utilizar uma série de tratamentos que incluem massagem, manipulação, exercícios, hidroterapia e eletroterapia. As técnicas usadas podem melhorar a habilidade dos pacientes em usar as partes do corpo que foram afetadas por doenças ou lesões traumáticas.
Exercem a profissão em hospitais, unidades de terapia intensiva, casas para idosos, clínicas, consultórios, domicílio do paciente e/ou em programas de reabilitação específicos.
Em geriatria, a presença desse profissional torna-se cada vez mais indispensável e é especialmente efetivo no acompanhamento de pacientes frágeis, portadores de doenças graves e limitantes, no pós-operatório etc.
Um dos fatores positivos da fisioterapia reside no fato de ser uma ciência não invasiva, que não usa medicamentos e cuja intensidade dos procedimentos pode ser adaptada. A questão da promoção de saúde baseada na educação é também uma das funções do profissional.

ÁREAS DE ATUAÇÃO E ALZHEIMER

Coração e pulmão: reabilitação após infarto do miocárdio; reabilitação pulmonar, enfisema, asma; pós-operatório de cirurgia cardíaca,ortopédica, pulmonar etc.
Neurologia: doença de Parkinson, doença de Alzheimer, sequela de AVC, paralisias, instabilidade postural e dor.
O tratamento normalmente é realizado pelo profissional diretamente e em contato físico com o paciente.
As técnicas mais usadas são apresentadas a seguir.

Massagem e manipulação
A massagem consiste na manipulação da musculatura. Esse procedimento é terapêutico e envolve diferentes técnicas para condições específicas: drenagem linfática, aumento do fluxo sanguíneo local, relaxamento muscular e controle de processos dolorosos, torcicolos, enxaquecas, mialgias, drenagem de linfedemas etc.

Exercício e movimento
Vários movimentos coordenados e exercícios são aplicados pelos profissionais. Desde o acompanhamento da marcha, o treino da postura para melhora do equilíbrio, o fortalecimento dos grandes grupos musculares, até exercícios especialmente indicados em situações específicas.
Além das sessões com o profissional, o paciente recebe uma lista de exercícios para serem feitos em casa.

Fisioterapia respiratória
A fisioterapia respiratória é fundamental no tratamento de pacientes com doença de Alzheimer em fases avançadas, pois previne a instalação de infecções pulmonares, além de monitorar casos específicos de problemas respiratórios, extremamente comuns nesse tipo de paciente.

Eletroterapia e termoterapia
O uso de impulsos elétricos para estimular o sistema nervoso central é a base da eletroterapia. Uma série de técnicas pode ser indicada: neuroestimulação elétrica transcutânea (Tens), laser, correntes interferenciais, ultrassom, corrente russa, FES, microcorrente, ondas curtas, forno de Bier, parafina, infravermelho, ultravioleta etc.
Três aspectos na reabilitação de pacientes idosos devem merecer destaque, tendo em vista a gravidade do problema, o impacto na qualidade de vida e a potencial melhora com a intervenção de técnicas fisioterápicas:
Marcha
Andar é uma das atividades mais corriqueiras do cotidiano. À me-
dida que se envelhece, essa habilidade pode ser seriamente comprometida, causando grave impacto negativo na qualidade de vida de pessoas idosas.
A fisioterapia tem lugar de destaque no equacionamento correto desse tipo de reabilitação em geriatria. O caminhar e o padrão de marcha dependem de uma série de fatores como a idade, o peso corporal e as particularidades anatômicas de cada um. A Fisioterapia ajuda pessoas que sofreram perda nessa sensível área a “aprender a andar de novo”.
Um programa é desenhado com o propósito de fortalecer a musculatura envolvida na ação, proporcionar o alívio de dores, aumentar a flexibilidade, melhorar o equilíbrio etc.
Incontinências
A perda involuntária de urina e/ou fezes é uma condição relativamente comum em idosos. Fora os procedimentos médicos, a fisioterapia desempenha importante papel no tratamento dessa estressante complicação. O fortalecimento da musculatura pélvica com exercícios, o uso complementar da eletroterapia e a técnica de biofeedback apresentam excelentes resultados.
Em pacientes com demência, o uso dessas técnicas é muito difícil e está normalmente prejudicado.

Úlceras por pressão (escaras)
O cuidado do profissional na prescrição do posicionamento correto no leito ou na poltrona de pacientes gravemente enfermos é fundamental tanto no tratamento como na prevenção das úlceras.

Terapia ocupacional
O curso de graduação em Terapia Ocupacional tem a duração de 4 anos. O terapeuta ocupacional é um profissional de saúde que treina e ensina seus pacientes para readiquirir habilidades que foram perdidas ou comprometidas por doenças, como no caso da doença de Alzheimer.
A principal característica da Terapia Ocupacional é descobrir possibilidades de ajudar o paciente a viver melhor com suas próprias limitações. Mesmo os pacientes demenciados podem beneficiar-se enormemente dessa abordagem, que consiste em tentar recuperar o máximo possível as funções perdidas ou substituí-las por outras atividades igualmente gratificantes, o que certamente melhora a autoestima do indivíduo acometido, tornando-o mais integrado à sociedade e, na medida do possível, mais independente.
Além das técnicas para facilitar as atividades da vida diária, o profissional está habilitado para propor adaptações físicas para o ambiente onde o paciente reside, com vistas a diminuir a dependência e prevenir acidentes domésticos. Aspectos que envolvem a comunicação também são áreas tratadas pela terapia ocupacional. As atividades desenvolvidas pelo terapeuta ocupacional normalmente incluem: atividades culturais, como leitura, e artesanais, como pintura, trabalhos com argila e desenho.
O computador é cada vez mais utilizado pelos profissionais. Jogos interativos, exercícios criativos etc. são ferramentas valiosas para o treinamento e para a terapia de pacientes com limitações cognitivas.
Também faz parte do arsenal terapêutico ensinar o paciente a utilizar aparelhos e artefatos que o ajudem nas atividades da vida diária.
Os profissionais trabalham em clínicas especializadas, consultórios ou na residência dos pacientes.
Fonoaudiologia
A Fonoaudiologia é a ciência da saúde que se dedica a pesquisas, prevenção, avaliação, diagnóstico, orientação e terapia (habilitação e reabilitação), aperfeiçoamento dos aspectos envolvidos na comunicação humana e apoio aos pacientes, familiares e cuidadores.
O tratamento abrange uma série de técnicas e procedimentos específicos de grande abrangência. As terapias são aplicadas em consultórios, clínicas especializadas e na residência dos pacientes.
O curso de graduação em Fonoaudiologia dura 4 anos e forma um profissional habilitado para atender pacientes, por exemplo, portadores de seqüela de AVC ( derrames) que tiveram sua fala comprometida (afasia).

Os profissionais de área são fundamentais no tratamento de pacientes portadores de doença de Alzheimer, em casos relacionados com o uso e a retirada de sondas enterais, em pacientes que adquiriram infecções pulmonares por aspiração etc.
Problemas com a audição são muito comuns na população geriátrica, e esse profissional colabora decisivamente com o bom encaminhamento terapêutico, diagnosticando e propondo soluções tecnológicas como nos caso de aparelhos auditivos.
Outra área em que os conhecimentos do fonoaudiólogo são extremamente úteis é no diagnóstico, controle e tratamento das disfagias (dificuldades de deglutição). Normalmente, os tratamentos são de longa duração e demandam grande dose de paciência e perseverança para que possam atingir os objetivos propostos.
Trata-se de um recurso técnico de valor inestimável em várias áreas e em especial para pacientes idosos.

Outros profissionais
Além das profissões detalhadas anteriormente, outros profissionais desempenham papel fundamental em determinadas situações.

 

A rigor não há nenhum profissional da área de saúde e em ciências correlatas que não possa contribuir nesse delicado e importante processo.

Terapia ambiental
Após o diagnóstico da doença de Alzheimer, é comum o aparecimento da “síndrome do túmulo” (tombstone syndrome), quando a família passa a tratar o paciente como se fosse uma pessoa que faleceu, um morto vivo, um corpo apenas que necessita de higiene e alimentação, um corpo sem alma. Esse conceito é equivocado, totalmente negativo, inadequado e desumano, e acaba por afetar não apenas o paciente, de forma contraproducente, como também toda a estrutura familiar.
Existem maneiras de manter o paciente dentro de seu ambiente, com um mínimo de ocupação e algumas vezes exercendo atividades úteis nos afazeres domésticos e com efetiva participação da vida em sociedade, à qual não deixou de pertencer.
Evidentemente que limitações quanto ao convívio social são esperadas e ocorrerão. Porém, está comprovado que um enfoque positivo quanto à integração do paciente em seu meio social, a manutenção de atividade física e intelectual, além de outros recursos, retarda significativamente o curso da doença, aumentando o período das fases e mantendo o indivíduo melhor por mais tempo, sob todos os aspectos.
O uso do bom senso novamente vem à tona quando se entende que certas atividades prazerosas para o indivíduo quando sadio podem ainda ser agradáveis. À medida que a doença evolui e as limitações se instalam de modo irreversível, o desempenho declina, mas de forma gradual e lenta.
Pessoas que sempre gostaram de falar ao telefone com amigos não devem ser privadas desse prazer. Se visitavam amigos e parentes com frequência, não devem ser impedidos de fazê-lo.
Embora a doença de Alzheimer altere a atividade intelectual, o instinto estará preservado e deve ser valorizado. Pessoas são diferentes, no entanto, não costumam modificar seus interesses especialmente nas fases iniciais. Quem sempre escreveu cartas deve ser estimulado a continuar escrevendo, quem cuidava do jardim também e assim por diante, como tocar instrumentos musicais, colecionar algo, jogos de salão, leitura etc.
A experiência tem demonstrado que, quando se planificam as atividades para pacientes demenciados, deve-se considerar os hábitos anteriores e centrar o perfil dessas atividades em hábitos passados e agradáveis. Não se deve tentar introduzir atividades desconhecidas ou pouco habituais ao paciente, sob o risco de criar uma imagem negativa das atividades a serem desenvolvidas.
Pacientes demenciados rejeitam fatos novos e não se adaptam facilmente a novas condições. Forçar atividades desconhecidas é inadequado, e pode-se prever a instalação de quadros de irritabilidade e agitação.
O melhor e mais racional caminho é estimular o que lhes é natural e já inserido no cotidiano. É necessário também que se faça uma avaliação das habilidades perdidas e das que permanecem, para que não se coloquem projetos de difícil execução, que poderão gerar sentimento de frustração e até mesmo desencadear episódios de agitação e confusão mental. Muitos pacientes sabem que estão limitados e não gostam que isso lhes seja mostrado ou, pior ainda, que sejam desafiados, o que é perfeitamente compreensível.
As atividades devem conter algum sentindo e objetivo. As atividades vazias são pouco gratificantes e contribuem apenas para a efetivação da temida e comum infantilização. O melhor caminho e que gera resultados mais positivos, se ainda houver possibilidade, é permitir que o paciente manifeste, de alguma forma, que atividades prefere. Alguns cuidadores preparam atividades que lhes são agradáveis, esquecendo-se de que o alvo da atividade é o paciente, que nunca deve ser forçado ou pressionado a desenvolver uma tarefa que aparentemente o desinteresse ou desagrade-o.
Várias estratégias podem ser usadas para facilitar a aderência do paciente. Por exemplo, uma atividade proposta ao meio-dia que recebeu forte resistência ou negativa explícita pode ser bem aceita às 16 horas.
Os pacientes esquecem fatos recentes, mudam de ideia e de humor em poucas horas. Todos os pacientes, independentemente da fase da doença, merecem essa abordagem social. Quanto mais severa for a deterioração mental, mais simples deverão ser os jogos e outras ocupações, mas sempre haverá alguma maneira de esses pacientes serem estimulados.
É interessante notar como esse conceito simples e claro é negligenciado especialmente nas instituições. Normalmente, verifica-se um perverso paradoxo em que todas ou a grande maioria das atividades são reservadas aos menos dependentes, muitas vezes representando a minoria dos assistidos. Quem já recebeu algum sorriso ou qualquer tipo de demonstração vinda de pacientes comprometidos após ou durante alguma atividade entende a profundidade dessa observação. É, portanto, imperioso não excluir os pacientes mais dependentes quando se planeja tratá-los.

Visitas
Algumas atividades sociais são simples e agradáveis. Receber amigos e parentes é uma delas.
As providências a serem adotadas para promover o sucesso dessa atividade são relativamente simples e abrangem a escolha de um local adequado, como uma sala de visitas com algumas cadeiras, e que se evite a presença de muitas pessoas ao mesmo tempo. Ao primeiro sinal de contrariedade, os visitantes devem ser alertados e a visita terminará. Determinados pacientes em fase inicial poderão ficar gratos e aliviados se os visitantes forem alertados que a visita deve terminar, pois “é a hora que ela(e) gosta de descansar um pouco”, dando consistência e realidade ao fato. Os visitantes devem estar bem conscientes do que se está passando para que norteiem uma conversa com assuntos agradáveis.
Determinadas pessoas gostam de falar coisas tristes, como doença e morte. Dependendo da receptividade do paciente, essas visitas não devem ser descartadas. O comportamento do paciente demonstrará se as visitas devem ou não ser evitadas. Os visitantes também devem ser alertados sobre como presentear o paciente, que dêem preferência a objetos que reavivem os órgãos do sentido e a memória. Flores, alimentos, discos e fotos são alguns exemplos positivos.
Essa atividade abriga um risco que deve ser avaliado. As pessoas, geralmente, não gostam de visitar doentes, pois têm dificuldades em enfrentar o seu próprio envelhecimento. Temem, na verdade, a possibilidade de um dia estarem na posição do paciente. Esse fato pode acarretar um rareamento progressivo das visitas, o que pode acabar por levar o paciente a estados depressivos.
Esse fato remete a reflexões profundas ante o cuidado que se deve ter quando se trata do comportamento humano e de seus sentimentos. Certas pessoas são levadas a tomar determinadas atitudes na vida e a preencher as próprias necessidades emocionais prejudicando seriamente outros, em geral, inadvertidamente. Uma forma de contornar esse tipo de ocorrência é, se possível, utilizar os centros de convivência para pacientes acometidos de doença de Alzheimer, infelizmente pouco disponíveis no Brasil. O convívio com pacientes portadores de limitações semelhantes é tranquilizador e minimiza um compreensível sentimento de receio de estarem sendo objeto de observação crítica e consequentemente passíveis de serem julgados.
Fazer visitas a familiares e amigos também pode ser estimulante e positivo. As visitas devem ser breves.

Lugares públicos
Além das visitas, existe um sem-número de outras possibilidades. Museus, igrejas, praças, parques, lojas são opções que podem ser utilizadas sem grandes preparativos ou preocupações e que são ricas em estímulos novos com grandes benefícios para a conservação de identidade social do indivíduo, que, dessa forma, não se sentirá preterido ou apartado da sociedade.
Outros lugares públicos também podem ser usados na recreação e lazer, mas necessitam de alguns preparativos. A seleção de locais como cinemas, restaurantes, teatros etc. deve ser feita com bom senso e análise crítica. Um paciente que nunca gostou de ópera ou de ir a restaurantes com certeza não modificou suas preferências e provavelmente não se sentirá feliz indo a esses locais. Pacientes vagantes e agitados poderão transformar um concerto musical em um episódio inesquecível para o seu acompanhante. Atividades que não impõem a permanência do espectador até o final, como o cinema, podem tornar-se boa opção e uma válida tentativa na ampliação de opções de atividade social.
A ida a restaurantes deve ser precedida de algumas precauções. Deve-se alertar o garçom ou o gerente sobre as condições do paciente, reservar uma mesa discreta e em local calmo, e dar preferência aos dias e horários de menor movimento. Essas são medidas que, se adotadas, minimizarão eventuais contrariedades e servirão para avaliar se essas precauções são realmente necessárias, reciclando-as à medida que se pode antever o comportamento do doente nesse tipo de ambiente.
Os incontinentes devem ser preparados com fraldas ou outros recursos, porém de maneira discreta e dissimulada. O cuidado em fazer que o paciente urine antes de sair de casa e, dependendo do caso, logo ao chegar ao restaurante é atitude prática, simples e altamente eficaz.
Os parques são especialmente agradáveis mesmo para pacientes seriamente debilitados. Certos pacientes sempre gostaram da natureza e tiveram contato com ela. Para estes, o contato com plantas e flores pode ser altamente relaxante e prazeroso.
As festas e comemorações contribuem para o estreitamento dos laços familiares. Nunca se deve excluir o paciente dessas atividades. Saber que pertencemos a algum grupo e somos queridos é terapêutico e positivo. Sempre que for possível, deve-se incluir o paciente em festas e comemorações.
Nos almoços familiares festivos, reservar para o paciente o lugar de honra da mesa pode equivaler a um momento de rara felicidade.
A integração social do paciente é um eficaz instrumento na melhoria de qualidade de vida, o qual não deve ser considerado secundário e muito menos negligenciado.

Música
Pacientes que sempre gostaram de música continuarão gostando, mesmo doentes. A musicoterapia tem sido utilizada com sucesso como recurso terapêutico, em pacientes confusos e agitados e com distúrbios do sono. Tem ótimo efeito relaxante. Os pacientes apreciam especialmente as músicas do tempo deles.

Televisão
A exemplo da música, assistir à TV costuma ter efeito sedativo, levando muitos pacientes a dormir. Apesar de incentivar negativamente
o sedentarismo e a imobilidade, os programas de televisão podem distrair o
paciente em alguns períodos do dia. Deixar o paciente o dia inteiro diante de uma televisão ligada pode até diminuir a ansiedade do cuidador, que, dessa forma, imagina que está proporcionando ao paciente alguma atividade, o que é um erro, para dizer o mínimo.
Filmes antigos podem estimular recordações.

Animais de estimação
Apesar do declínio das funções cognitivas, pacientes que gostavam da companhia de animais continuarão gostando. A presença de um cachorro ou gato ou de outros animais domésticos parece proporcionar ao paciente uma sensação de estar sempre acompanhado. Desde que sejam animais sadios e vacinados e havendo alguém que se encarregue de alimentá-los, não há nenhuma limitação para que sejam mantidos.

Plantas
Como ocorre com relação a animais de estimação, quem se dedicava à jardinagem continuará a gostar de manter o contato com plantas. Essa atividade deve ser estimulada, pois confere grande estímulo sensorial com o ver, tocar, cheirar e estar em contato com a terra, com elementos naturais. A preparação de vasos e arranjos é uma ótima ocupação.

Crianças
Talvez pelo fato de as crianças não prejulgarem comportamentos, pacientes demenciados e crianças costumam relacionar-se muito bem. De acordo com o depoimento de alguns cuidadores, é muito mais fácil o paciente aceitar um comprimido oferecido por uma criança do que por eles. Ativi­dades em conjunto, como colorir, colar, desenhar, cantar etc. costumam desenvolver-se com grande facilidade, além de serem extremamente produtivas.
As visitas de netos e crianças em geral devem ser estimuladas ao máximo.

Brinquedos
O uso ou não de brinquedos é polêmico. Evidentemente, na fase inicial, o paciente pode sentir-se ridicularizado, porém, à medida que o grau de demência se acentua, muitos pacientes parecem sentir-se extremamente satisfeitos com uma boneca, um carrinho, um animal de pelúcia etc. É difícil ditar regras, pois elas não existem. Cada caso é um caso em particular, e só o bom senso do cuidador e o método de tentativa e erro poderão indicar o caminho mais correto a ser seguido.
Acreditamos que o uso desse recurso deve ser utilizado de maneira limitada, desde que seja possível substituir os brinquedos por outras ocupações igualmente agradáveis. Uma série de outras atividades recreativas pode ser utilizada, como pintura em cerâmica, colagem, recorte de figuras com tesouras apropriadas etc.
Passatempos/hobbies
Ao contrário do que se costuma imaginar, pacientes no estágio inicial são capazes de manter um variado número de atividades recreativas. Determinados passatempos/hobbies dependem da coordenação motora e da habilidade manual que podem ainda estar preservadas nessa fase.
Costura, tricô, pintura em cerâmica e de miniaturas são bons exemplos de ocupação que, desde que tenham sido treinados no passado, limitados dentro do bom senso, podem e devem continuar a fazer parte do cotidiano. É bem verdade que a performance estará limitada, porém o que mais interessa é a atividade em si e não o resultado. É verdade também que, à medida que a doença evolui, as tarefas se tornam cada vez mais difíceis e os instrumentos de trabalho, como agulhas de tricô, tesouras, chaves de fenda etc., passam a apresentar riscos previsíveis.
Uma avaliação regular das habilidades, estrita supervisão e uma boa dose de bom senso costuma demonstrar quando e como essa atividade deve ser repensada. A simplificação da atividade é uma medida que ao mesmo tempo preserva a atividade e diminui os riscos. Se o paciente costumava montar carros ou aviões (aeromodelismo) ou pequenos barcos, poderá satisfazer-se em trabalhar com alguns pedaços de madeira, papelão e cola.
Se o paciente cozinhava bem, fazendo pratos complicados, terá satisfação por continuar a trabalhar em receitas extremamente simples, como preparar suco de frutas.
Pessoas que tocavam instrumentos se distraem ouvindo música tocada pelo instrumento, enquanto manuseiam o seu violão, acordeão etc.
Se pintava e as tintas agora apresentam riscos de manchas e toxidade, basta substituí-las por material atóxico e lavável. Lápis e lapiseiras pontiagudas podem ser substituídos por lápis de cera e assim por diante.
Os jogos também seguem a mesma linha de pensamento. É interessante notar que muitos pacientes, nas fases iniciais, continuam a reter as regras básicas de determinados jogos, como damas, cartas, dominó e xadrez, mesmo diante das limitações características da doença de Alzheimer.
Essas são algumas das atividades que mantêm o indivíduo ocupado e entretido, e por isso devem ser incentivadas.
Algumas tentativas de tratamento são no mínimo curiosas e, até o momento, desprovidas de qualquer sentido prático e de efetivo uso clínico. É o caso, por exemplo, do “Capacete Alzheimer” que melhoraria o desempenho da memória dos pacientes.

 

Capacete Alzheimer
Cientistas britânicos estão testando um novo capacete que emite raios infravermelhos e que poderia em tese ser usado para reverter os efeitos da doença de Alzheimer. O capacete foi desenvolvido pelo médico Gordon Dougal, diretor de um instituto de pesquisas médicas na região de Durham, na Inglaterra. Ele usou os raios infravermelhos pela primeira vez em humanos para a criação de um aparelho para o tratamento de herpes e percebeu que a exposição aos raios estimulava a produção de novas células. Dougal testou o uso dos raios em pacientes com demência na sua cidade e percebeu uma melhora nos sintomas da doença em 8 de cada 9 doentes.
Ratos
Para ter uma base científica mais elaborada para a observação, o médico entrou em contato com uma equipe de cientistas da Universidade de Sunderland, na Inglaterra. Os cientistas fizeram testes de laboratório usando raios infravermelhos em camundongos que sofriam de problemas de memória.
O estudo analisou a resposta de camundongos novos (4 meses) e mais velhos (12 meses). Os roedores mais velhos apresentavam déficit de memória em comparação aos mais jovens. No entanto, ao serem expostos a quantias seguras de raios infravermelhos, os camundongos mais velhos tiveram a perda de memória revertida. Os pesquisadores sugerem que a exposição frequente a níveis seguros de raios infravermelhos pode ajudar no aprendizado e ativar a função cognitiva do cérebro, já que estimula a produção de células, inclusive de neurônios.
Segundo Dougal, para surtir efeito, os pacientes de demência deveriam usar o capacete por 10 minutos todos os dias, e os resultados apareceriam nas primeiras 4 semanas.
Avanço
De acordo com os pesquisadores, o estudo pode representar um avanço no tratamento da demência, pois reverte os sintomas, em vez de apenas amenizá-los, como em outros tratamentos.
”Atualmente os sintomas da demência podem apenas ser reduzidos; o novo processo não apenas vai parar os sintomas, mas parcialmente revertê-los”, afirmou Dougal.
Para a Alzheimer Society, que trabalha com pesquisa e ajuda famílias e pacientes de Alzheimer, a técnica tem potencial.
”Um tratamento que reverte os efeitos da demência em vez de apenas reduzir temporariamente os sintomas pode mudar a vida de milhares de pessoas que vivem nessa condição devastadora“, afirmou um porta-voz da organização.
”Esperamos ansiosos pelo próximo passo da pesquisa para avaliar se a exposição aos raios pode melhorar a cognição em humanos. Somente assim, poderemos investigar se os raios infravermelhos podem beneficiar pacientes de demência“, concluiu.

 

Exercício físico
O exercício físico é salutar a todos os indivíduos, porém é uma atividade especialmente indicada para os pacientes com demência. É interessante notar como os pacientes, de modo geral, apreciam os exercícios físicos. Os benefícios dessa atividade não se restringem aos aspectos físicos, pois melhoram em muito o estado de espírito do paciente e também do cuidador.
Os exercícios devem ser realizados diariamente em períodos de aproximadamente 15 minutos e, se possível duas vezes ao dia, de manhã e à noite.
Uma atividade física bem orientada, que considere as limitações de cada paciente, proporciona boa flexibilidade articular, melhora a circulação e o funcionamento intestinal e consome o excesso de energia, combustível responsável muitas vezes por crises de agitação e agressividade.
O tipo de exercício a ser realizado dependerá das limitações físicas do indivíduo, devendo ser de fácil realização e de curta duração, considerando a dificuldade que os pacientes têm de manter uma atividade por longo período de tempo.
Sem contar os exercícios clássicos que abrangem os grandes grupos musculares e articulações, existem outras formas de atividade física igualmente salutares, como danças e caminhadas, que deverão ser utilizadas se bem aceitas pelos pacientes.
Existem excelentes exercícios que, de maneira geral, podem ser realizados por todos os pacientes, mesmo aqueles cuja locomoção está prejudicada.
Se o paciente não consegue ou não entende como realizar os movimentos, a mímica é uma boa estratégia. Pacientes demenciados gostam de imitar (ecopraxia), e esse recurso deve ser explorado. Muitas vezes, necessitam que os primeiros movimentos sejam feitos para que, logo após, passem a realizá-los com independência.
Todos os exercícios devem ser feitos apenas se forem confortáveis, e uma orientação especializada é sempre recomendável.

Algumas sugestões de exercícios físicos

Pacientes acamados ou restritos à cadeira de rodas devem ter os exercícios adaptados às suas limitações. Se acamados, deitados de costas, podem elevar os membros inferiores alternadamente, flexionar os joelhos etc.
É necessário que se façam aqui algumas considerações adicionais a respeito do exercício físico:
Deve-se utilizar a mímica como instrumento de grande valia.
Se o cuidador estiver dentro do campo visual e fizer um movimento, desde que estimulados verbalmente, há grande possibilidade de os pacientes imitarem-no.
Os exercícios devem ser simples, porém realizados de modo correto, abrangendo preferencialmente as grandes articulações.
É fundamental supervisionar o paciente num raio próximo de ação, para eventualmente socorrê-lo. Isso se aplica especialmente aos pacientes com problemas de visão e equilíbrio.
Com pacientes seriamente confusos, é necessário que se adote uma atitude ativa, conduzindo os exercícios com ajuda manual.
A incorporação dos exercícios na rotina diária, aproveitando de modo criativo alguns momentos do cotidiano, também pode provocar excelentes resultados. Se os pacientes estiverem sentados, assistindo à TV, deve-se encorajá-los a fazer movimentos com mãos, punhos, braços e pernas. Se algum objeto cair, deve-se pedir que peguem-no. No processo de reabilitação, é fundamental que o cuidador permita que os pacientes ajudem nas atividades diárias, como tirar o pó dos móveis etc.
Nunca se deve ultrapassar os limites do bom senso no que se refere à atividade física.
A orientação e o planejamento da atividade física devem ser feitos por profissional especializado.

Estudos demonstram que andar por 20 a 30 minutos diariamente apresenta resultados positivos, melhorando a cognição e a comunicação, quando comparados com os resultados obtidos pelo grupo-controle.
As atividades aeróbicas devem, portanto, sempre que possível, integrar o rol de atividades de uma abordagem terapêutica bem planejada.

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