Alois Alzheimer

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Novas Drogas - Perspectivas (Parte 2)

3.20.29 ST101

Nomes: Spiro[imidazo[1,2-a]pyridine-3,2-indan]-2(3H)-one, ZSET1446.
Mecanismo: Melhora global da cognição por liberação de acetilcolina.

3.20.30 Estatinas

Mecanismo: O objetivo da utilização das estatinas é alterar o metabolismo do precursor da proteína beta-amiloide e reduzir a formação da proteína A4 amiloide. Também é testada a ação anti-inflamatória e redução da oxidação das lipoproteínas, atenuando o dano celular causado pelo estresse oxidativo. Um estudo multicêntrico com mais de 60.000 pacientes mostrou uma diminuição na prevalência de DA em indivíduos que usavam lovastatina e pravastatina, drogas normalmente indicadas para diminuir os níveis séricos de colesterol. A redução do colesterol pelas estatinas parece alterar o metabolismo do peptídeo PPA e reduzir a produção da proteína beta-amiloide.
As estatinas também podem ter um efeito neuroprotetor, diminuindo o processo inflamatório implicado diretamente na gênese das lesões anatomopatológicas, características da doença de Alzheimer. A redução da oxidação lipoproteica poderia conferir mais um efeito protetor contra as agressões dos radicais livres em nível celular.

3.20.31 T-817MA

Mecanismo: Composto neurotrófico e neuroprotetor.

3.20.32 Thalidomida

Mecanismo: Agente imunomodulador.

3.20.33 Varenicline

Nomes : Champix™, Chantix™, CP-526,555
Mecanismo:Ativação de receptores nicotínicos.

Drogas em fase I

3.20.34  MABT5102A

Mecanismo: Remoção do peptídeo Aβ.

3.20.35 Valproato

 

Tabela 3.20.35 Valproato

Indústria farmacêutica: Abbot

Nomes

Depakene® (ácido valproico ou valproato sódico) e Depakote® (divalproato de sódio)

Aplicação terapêutica

Droga usada para o tratamento de crises convulsivas e na estabilização do humor no transtorno bipolar.

Mecanismo

O valproato potencializa a função gabaérgica, por aumento da liberação do ácido gama-amino-butírico (Gaba) e diminuição da sua catabolização, e pelo aumento na densidade de receptores Gaba tipo B.

Tipo de estudo

Investigativo.

Papel na doença de Alzheimer

Em cultura de células do hipocampo de ratos, o ácido valproico protege os neurônios das cobaias contra a proteína beta-amiloide e contra as agressões induzidas pelo glutamato, através da estabilização dos níveis intracelulares de cálcio.
O estudo propõe-se a testar a droga como terapêutica no controle da agitação em pacientes com doença de Alzheimer.

Contraindicações 

O valproato é normalmente bem tolerado.
Normalmente, os efeitos adversos são moderados e transitórios.
Os mais comuns são: tonturas, náuseas e vômitos, falta de equilíbrio, perda da coordenação e visão dupla.
Os efeitos adversos mais graves se relacionam com doses altas da medicação.

 

Estudos descontinuados 

3.20.36 ABT 418]
3.20.37 
Acetyl-l-carnitine HCL
3.20.38
AF 102B
3.20.39
AN1792
3.20.40
Besipirdine HCl

3.20.41 Clioquinol

Tabela 3.20.41 Clioquinol

Indústria farmacêutica: Prana Biotechnology

Nomes

Clioquinol® – iodoclorohidroxiquina, PBT-1.

Aplicação
terapêutica

Estava em processo de investigação (FDA) como droga para tratamento da doença de Alzheimer, mas o estudo foi descontinuado.

Mecanismo

Atenuação da associação “metal-proteína”.

Tipo de estudo

Investigativo.

FDA

Interrompido-abandonado.

Papel na doença
de Alzheimer

O Clioquinol inibe íons de zinco e chumbo relacionados com a Aβ. Em razão disso, essa droga promoveria a solubilização e o clareamento da Ab.
Os resultados da fase II (clínica) sugeriram que o Clioquinol melhoraria a capacidade cognitiva e também diminuiria os níveis plasmáticos, em alguns pacientes, da Ab42.

Papel
farmacológico

O Clioquinol® promove a remoção dos compostos de zinco e chumbo, além de transformar a Ab em forma solúvel, favorecendo sua eliminação.

Efeitos adversos

O uso de Clioquinol por via oral foi associado ao aparecimento de
neuropatia mielo-óptica, provavelmente causada por grave déficit de vitamina B12.

O estudo foi interrompido.

3.20.42  CX516

Nomes: Ampalex
Mecanismo:  Ampalex é um droga que modula os receptores AMPA. O glutamato é um aminoácido liberado pelos neurônios com propriedades excitatórias. Fixa-se em lugares específicos nos neurônios, receptores Ampa. (a-amino 2,3-dihidro-5metil-3-oxo-4-ácido isoxazolepropiônico). A estimulação dos receptores excitatórios neuronais é um grande passo na formação da memória. Estudos preliminares demonstraram melhora cognitiva em idosos sem demência.

3.20.43  Eptastigmine

3.20.44  Premarin


Tabela 3.20.44 Premarin® (estrogênio)

Indústria farmacêutica: Wyeth Ayerst Laboratories

Nome

Premarin®

Tipo de estudo

Investigativo.

Papel na doença de Alzheimer

Vários estudos epidemiológicos sugerem que o uso de estrogênios em mulheres, após a me
opausa, retard
ria a apresentação da síndrome demencial ou o risco da enfermidade.

Papel farmacológico

O estrogênio possui ação anti-inflamatória e antioxidante.
Seu efeito também estaria envolvido com o desenvolvimento de neurônios específicos que liberam acetilcolina.
Embora o efeito dessa droga na doença de Alzheimer não esteja bem esclarecido, há indícios de que poderia estar relacionado a uma ação direta na produção da proteína beta-amiloide.
O estrogênio poderia melhorar o metabolismo das lipoproteínas envolvidas no processo da “cascata amiloide”.
Existem fortes indicações de que o estrogênio desempenha importante papel no fator de crescimento neuronal, na sobrevivência e na estabilidade do paciente.

Contraindicações e
efeitos adversos

• Contraindicações absolutas: gravidez, câncer de endométrio, alto risco de câncer de mama, doença hepática ativa e sangramento genital feminino não esclarecido.
• Contraindicações relativas: diabetes, hipertensão arterial, tromboflebites e doenças tromboembólicas e hepáticas.
• Ef
itos adversos: náusea, aumento das mamas, cefaleia e hipertensão arterial.

3.20.45 Flurizan®

Tabela 3.20.45 Flurizan®

Indústria farmacêutica: Myriad Pharmace
ticals

Nomes

Flurizan® (MPC-7869, r-flurbiprofeno)

Aplicação terapêutica

Tratamento da doença de Alzheimer em fase intermediária.

Mecanismo

Agente seletivo de diminuição de amiloide (Sala).
O Flurizan® diminui os níveis de Ab42, o principal component
das placas neuríticas, chave neuropatológica da doença de Alzheimer.

Tipo de estudo

Investigativo.

FDA

Fase III.

Papel na doença de Alzheimer

A diminuição seletiva da produção da proteína amiloide tóxica (Ab42) inibe a cascata de acumulação e depósito amiloide.

 

Dessa maneira, há dimuição da formação de placas neuríticas, marcas características da enfermidade.
Propõe-se que essa droga seja usada precocemente, já nos estágios iniciais, pois ela pode retardar a evolução natural esperada da doença.
Em cobaias, o Flurizan® reduziu a taxa de proteína amiloide insolúvel no cérebro e melhorou alguns aspectos da capacidade cognitiva, particularmente a orientação espacial, o aprendizado e a memória.

Evidências de eficácia

Na fase II, 800 pacientes receberam 800 mg de Flurizan®, 2 vezes ao dia.
O estudo demonstrou resultados positivos e significativos mensurados pela (Adas-cog e Global Function Assessment CDR-sb Test).
Visto como um todo, houve resposta positiva estatisticamente significativa.
Grande parte dos pacientes não apresentou nenhum declínio após 2 anos.
Houve uma real e notável melhoria da cognição e das funções globais.
Os resultados são altamente animadores.

3.20.46 Ibuprofeno

Tabela 3.20.46 Ibuprofeno

Indústrias farmacêuticas: Wyeth Consumer Healthcare, Whitehall-Robins Healthcare, McNeil Consumer and Specialty Pharmaceuticals

Nomes

Ibuprofen, Advil®, Motrin® e Nuprin®

Aplicação
te
apêutica

O Ibuprofen é um anti-inflamatório não est
roid
l (AINE), indicado no tratamento de dores, febres e cólicas menstruais.

Mecanismo

Prevenir ou retardar o início da doença de Alzheimer, diminuindo o processo inflamatório cerebral relacionado com a formação das placas neuríticas.

Tipo de estudo

Investigativo.

FDA

Fase III.

Tabela 3.20.9 Ibuprofen (continuação)

Papel na doença
de Alzheimer

Existem indícios de que os AINE possam colaborar no tratamento da doença de Alzheimer, retardando sua evolução.
Não existem, no entanto, estudos randomizados e cuidadosamente desenhados para demostrar cientificamente essa hipótese.

Papel farmacológico

Redução da atividade das prostaglandinas pela inibição da prostaglandina sintetase.

Contraindicações e
efeitos adversos

• Contraindicação: histórico de alergia aos seguintes medica-mento: Ibuprofeno, outros AINE e aspirina.
• Efeitos adversos: intolerância gástrica, pirose e sangramento digestivo.

3.20.47 Idebenone

3.20.48 Leuprolida

Tabela 3.20.48 Leuprolida

Indústria farmacêutica: TAP Pharmaceutical Products

Nomes

Leuprolida (Lupron®,Viadur®, Eligard®)

 

plicação te
apêutica

Droga aprovada para o tratamento de câncer
de próstata em homens, endometriose em mulheres, puberdade precoce em crianças etc.

Mecanismo

Múltiplos mecanismos sugeridos, mas ainda pouco esclarecidos.

Tipo de estudo

Investigativo.

FDA

Fase III.

Papel na doença
de Alzheimer

Melhora da cognição.
Retarda a evolução da doença.
Modula a testosterona e o estrogênio, que estariam relacionados com a formação da proteína TAU e dos efeitos tóxicos e cumulativos da proteína beta-amiloide.

Papel farmacológico

Liberador de hormônio luteinizante (LH- RH).
Agonista – LHRH.
Potente inibidor da secreção de gonadotropinas.

Efeitos adversos

Arritmia, dores musculares, sangramento vaginal e fogachos.

3.20.49  Linopirdine

3.20.50  LU25-109

3.20.51  LY450139 Dihydrate
Indústria Farmacêutica: Eli Lilly and Company
Título do estudo: “Efeito do LY450139, um g-secretase inibidor, na progressão da doeça de Alzheimer comparado com placebo”.Número de pacientes estudados: foram randomizados 1.100.Duração do estudo: 23 meses.Multicêntrico internacional, inclusive no Brasil.Data de início do estudo: agosto 2008.Objetivos do estudo: a droga LY450139 apresentava um novo mecanismo de ação como um inibidor functional da g-secretase, com a propriedade de inibir a síntese da beta-amiloide (A) potencialmente lentificando a progressão do curso da enfermidade. O objetivo primário desse estudo era testar a hipótese de que o LY450139 administrado por via oral iria desacelerar o declínio cognitivo da doença de Alzheimer quando comparado com placebo.O estudo foi descontinuado.

3.20.52 Metrifonato

3.20.53 Milameline

3.20.54 Naproxen

Tabela 3.20.54 Naproxen

Indústrias farmacêuticas: Proctor & Gamble, Roche Pharmaceuticals e Syntex

Nomes

Naproxen, Aleve®, Na prox®, Naprosyn®

Aplicação terapêutica

Droga OTC (vendida sem receita médica) e aprovada pela FDA em 1994, o Naproxen é um anti-inflamatório
não esteroidal (AINE), indicado no tratamento de dores, febres e cólicas menstruais.

Mecanismo

Previne ou retarda o início da doença, diminuindo o processo inflamatório cerebral relacionado com a formação das placas neuríticas.

Tipo de estudo

Investigativo.

FDA

Fase III.

Papel na doença de Alzheimer

Existem indícios de que os AINE possam colaborar no tratamento da doença de Alzheimer, retardando sua evolução.
Não existem, entretanto, estudos randomizados e cuidadosamente desenhados para demostrar cientificamente essa hipótese.

Papel farmacológico

Trata-se de AINE não seletivo que inibe a produção de prostaglandinas.

Contraindicações e efeitos adversos

• Contraindicação: alergia a aspirina enos casos de doença péptica.
• Efeitos adversos: intolerância gástrica, pirose, sangramento digestivo e úlcera perfurada.
• Advertência: informações preliminares do estudo mostraram alguma evidência de aumento de risco de doença cardiovascular em p
cientes em uso de Naproxen, quando comparados com o grupo placebo.

3.20.55 Nefiracetam
Mecanismo: Ativador colinérgico. O nefiracetam aumentaria a cognição e ativa a transmissão colinérgica central.

3.20.56  NeoTrofin®
Nomes: AIT-082
Mecanismo: Agente neotrófico que proporcionaria melhora global da cognição.

3.20.57 Neramexane

Tabela 3.20.57 Neramexane

Indústrias farmacêuticas: Forest Laboratories, Merck & Co.

Nome

Neramexane, 1-amino-1,3,3,5,5-pentametil-ciclohexane hidroclorido, MRZ 2/579

Aplicação terapêutica

Agente neuroprotetor e neurorregeneração.

Mecanismo

Similar à memantina. Pequena molécula, não competitiva e bloqueadora dos canais de cálcio – NMDA.

Tipo de estudo

Investigativo.

Papel na doença
de Alzheimer

Retardar o declínio das funções cognitivas, alterando o sinal da neurotransmissão.
Sem efeito na formação das lesões anatomopatológicas, das placas neuríticas e/ou dos emaranhados neurofibrilares.
As evidências de eficácia da droga são pouco convincentes.
A expectativa entre os cientistas não é animadora.

Papel farmacológico

Bloqueio seletivo dos efeitos excitotóxicos associado à neurotransmissão mediada pelo glutamato.

Contraindicações e
efeitos adversos

Aparentemente bem tolerado e seguro. Nas fases anteriores do estudo, autorizou-se a continuidade da pesquisa.

 

3.20.58 NS2330
Mecanismo: Aumentaria a ação da acetilcolina, noradrenalina e dopamina

3.20.59: Physostigmine Salicylate
Nomes: Synapton

Mecanismo: Melhora da memória recente.

3.20.60 Propentofylline

3.20.61 Rosiglitazone

Tabela 3.20.61 Rosiglitazona

Indústria farmacêutica: GlaxoSmithKline

Nomes

Avandia®, 5-[[4-[2-(metil-piridina-2-yl-amino)etoxy]fenil]metil]tiazolidina-2,4-diona.

Aplicação terapêutica

Droga usada no tratamento do diabetes mellitus (DM) tipo 2.

Mecanismo

Pequena molécula.
Hipoglicemiante oral que aumenta a sensibilidade da insulina e sua efetividade.
Reduz a glicemia e a hiperinsulinemia.

Tipo de estudo

Investigativo.

Papel na doença
de Alzheimer

O diabetes tipo 2 tem sido correlacionado com a doença de Alzheimer (DA) de várias maneiras.
Os resultados de vários estudos epidemiológicos têm sugerido que o DM seria um fator de risco para a DA.
O alelo ApoE4 positivo responde por 40% a 50% dos casos esporádicos de DA de apresentação tardia.
A glicose é o principal combustível e fonte de energia do cérebro, e é metabolizada pelo ácido tricarboxílico (TCA).
Indivíduos portadores do alelo ApoE4 apresentam uma diminuição da atividade enzimática TCA nas mitocôndrias cerebrais.
O tratamento com rosaglitazona demonstrou uma melhoria das funções cognitivas em pacientes com Alzheimer e também em ratos geneticamente modificados para DA em fase pré-clínica.

Papel na doença
de Alzheimer

Em dois estudos com pequena amostragem realizados em 2006, com a duração de 24 semanas, os resultados mostraram modesta mas efetiva e significativa melhora da cognição em indivíduos não portadores do alelo ApoE4.
Curiosamente, nos portadores do alelo ApoE4 não houve resposta ou até foi verificado um declínio das funções cognitivas.

Contraindicações e
efeitos adversos

Essa droga é aparentemente bem tolerada e segura.
O edema é o efeito adverso mais comum.
Em uso de dose alta (8 mg), um caso de óbito, com fibrilação atrial e insuficiência cardíaca, foi documentado.

3.20.62 Sabeluzole

 3.20.63  SB 202026

3.20.64  SGS-742
Mecanismo:Trata-se de um antagonista do receptor Gaba. Os receptores Gaba inibem o aprendizado em cobaias. Os efeitos desse antagonista estão relacionados com os receptores NMDA. Existiriam indícios de que o SGS-742 poderia reduzir a expressão e/ou a ativação da transcrição de fatores que atuam como inibidores e supressores da memória.

3.20.65  Suritozole[sub3]

Drogas não reguladas pela FDA

3.20.66  Alzhemed™

3.20.67 Melatonina

Tabela 3.20.66 Alzhemed®

Indústria farmacêutica: Neurochem

Nome

Alzhemed®

Aplicaçã
terapêutica

Em estudo
como droga espec
fica para tratamento da doença de Alzheimer.

Mecanismo farmacológico

Inibição da formação de fibrilas Ab.
Interferir nos níveis de solubilidade da Ab.

Tipo de estudo

Investigativo.

FDA

ESTUDO DESCONTINUADO

Papel
a doença de Alzheimer

A droga foi desenhada para prevenir a formação amiloide e seu depósito no cérebro, modificando o curso na enfermidade.

Espera-se que o Alzhemed®
atue em dois níveis

1. Inibir e interromper a formação e depósito de amiloide Ab.
2. Inibir a resposta inflamatória associada à substância amiloide.

Papel farmacológico

O Alzhemed® é uma pequena molécula orgânica que foi desenhada para interferir na associação entre os glicominoglicanos (GAG) e a proteína beta-amiloide (Ab ), e, dessa forma
impedir a ação dos (
AG) na promoção da formação da substância amiloide.

 

Droga aprovada fora dos EUA

3.20.68 Cebrolysin®

Tabela 3.20.67 Cebrolysin®

Indústria farmacêutica: Ebewe Pharmaceutical

Nome

Cebrolysin®

Aplicação terapêutica

Melhora da capacidade cognitiva, do comportamento e das atividades básicas e instrumentais da vida diária.

Mecanismo

Neuroproteção, agente neurotrófic
,
promoção da neurogênese e diminuição das taxas de apoptose.

Tipo de estudo

Investigativo.

FDA

Droga aprovada fora dos EUA

Papel na doença
de Alzheimer

Tratamento da doença de Alzheimer.
Cebrolysin® é um produto desenhado para manter a sobrevivência dos neurônios, sua estabilidade, forma e função.
Essa droga diminui a produção amiloide, promove reparação sináptica e melhora a cognição e o desempenho comportamental.

Papel farmacológico

É uma droga pepdérgica, produzida de proteínas cerebrais purificadas, contendo peptídeos ativos.
Sua ação se relaciona ao fator de crescimento neuronal, sendo um agente neurotrófico e neuroprotetor.

Papel farmacológico

Interfere positivamente, em nível sináptico, no hipocampo, melhorando o desempenho comportamental.
Age rapidamente (1 mês), e seu efeito perdura até 3 meses após a interrupção do tratamento.
Aprovado em 44 países para tratamento de acidente vascular cerebral, demências e sequelas de trauma cerebral.

Contraindicações e
efeitos adversos

Essa droga é contraindicada em casos de epilepsia e insuficiência renal severa.
Normalmente bem tolerada.
Se injetada rapidamente, pode causar sensação de calor e calafrios.
Não há relatos de  efeitos adversos graves.

 

Estudos inativos

3.20.69  Atorvastatina

Nomes: Liptor™

Mecanismo: Análise multicêntrica com mais de 60.000 pacientes indicou uma diminuição da prevalência de doença de Alzheimer em pacientes que receberam lovastatina e pravastatina, drogas comumente usadas para redução das taxas de colesterol.Objetivo: Evitar a formação e o depósito de amilóide.

3.20.70 AZD3480

Nomes: Ispronicline, TC-1734

Mecanismo: Agonista nicotínico.

3.20.71 Huperzina A

Nomes: Cerebra capsule, Pharmassure Memorall capsule
Mecanismo:Trata-se de uma erva chinesa que possui múltiplos mecanismos de ação. A huperzina A é um inibidor natural da acetilcolinesterase, mais potente que a tacrina e o donepezil. A redução da neurotoxicidade é causada pela ação da proteína beta-amiloide. Além de melhorar a cognição, teria efeito neuroprotetor.

3.20.72 MKC-231

Mecanismo: O objetivo do MKC-231 seria de aumentar a concentração de colina disponível para síntese de acetilcolina.

3.20.73  NGX267

Nomes: AF267B

Mecanismo: Potencial teórico de melhorar as funções cognitivas e retardar a evolução da enfermidade.

3.20.74 Phenserine

Tabela 3.20.74 Fenserina

Indústria farmacêutica: Axonyx®

Nome

Fenserina

Aplicação terapêutica

Não conhecida.

Mecanismo

Um estudo com culturas de células nervosas humanas demonstrou que a Fenserina reduz os níveis da proteína beta-amiloide, pela mediação da transla

o da beta-PPA.

Tipo de estudo

Investigativo.

FDA

Fase III.

Papel na doença de Alzheimer

Melhoria das funções cognitivas.
Inibidor da formação do precursor da proteína amiloide (PPA).

Papel farmacológico

A Fenserina, um fenilcarbamato da fisostigmina, é um inibidor seletivo da acetilcolinesterase.
Em ratos, com lesões neurológicas e comprometimento do sistema colinérgico em nível central, a injeção de Fenserina diminuiu significativamente os níveis secretados de beta-PPA no liquor dessas cobaias.

Contraindicações e efeitos adversos

Aparentemente bem tolerada e segura.

 

3.20.75 PRX-03140

Nomes: (7-isopropil-6-oxo-5(3-piperidina-1-yl-propilcarbamoil)-6,7-dihidro-tieno[2,3-b]piridina-4-olato, sal de potássio)
Mecanismo: Agonista parcial do receptor 5-HT4 que agiria para: aumentar a produção/liberação de acetilcolina, promover neuroproteção, elevar os níveis do fator de crescimento neuronal) e do fator neurotrófico.

3.20.76 Rofecoxib

Nomes: Vioxx™

Mecanismo: Ação antiinflamatória.

 

Drogas aprovadas

3.20.77 Donepezil
3.20.78  Exelon™
3.20.79 Galantamina
3.20.80 Memantina
3.20.81 Tacrina

 

Uma vacina anti-Alzheimer ?
Denominou-se AN-1792 a droga que era investigada com o propósito de verificar seu potencial em estimular o sistema imunológico a “reconhecer” e “atacar” as placas amiloides, lesões características da doença de Alzheimer. Essa droga conhecida como vacina antialzheimer é uma forma de beta-proteína, fragmento presente na maioria das placas amiloides. Cientistas da Elan Incorporation desenvolveram esse tratamento com base na teoria de que a administração de proteína beta-amiloide poderia ativar o sistema imunológico que, assim, iria produzir seus próprios anticorpos antiamiloide.
A pesquisa foi conduzida pela Elan em conjunto com o Laboratório Wyeth-Ayerst, a divisão farmacêutica da American Home Products.
O que aconteceu com a droga AN-1792 nos ensaios clínicos?
Em julho de 1999, a Elan publicou os primeiros resultados promissores, observados com animais em um estudo pré-clínico, na Nature. Esses es­tudos demonstraram que injeções de AN-1792 evitavam a formação de pla­cas amiloides nos cérebros de camundongos jovens e transgenicamente modificados, manipulados por engenharia genética para que produzissem a proteí­na beta-amiloide humana. A inoculação também havia reduzido o número de placas existentes em ratos idosos com a mesma alteração gênica.
Estudos posteriores, realizados por um laboratório independente, constataram que a inoculação da AN-1792 havia melhorado significativamente o desempenho das cobaias em testes de memória em labirintos.
Com base nesses resultados pré-clínicos, a Food and Drug Administration (FDA) e a Medicines Control Agency permitiram que o estudo se iniciasse (fase I) com humanos, a fim de verificar a segurança e a tolerabilidade da AN-1792 em pacientes com Alzheimer na fase intermediária (mild to moderate Alzheimer’s).
O estudo envolveu na Medicines Control Agency cerca de 80 pacientes, e no estudo realizado na FDA aproximadamente 24.
Os resultados dessa fase I, publicados em 2000, mostraram que a vacina parecia ser bem tolerada por humanos. Os testes também constataram o aumento de anticorpos antiamiloide.
Com base nesses resultados, a Elan, no final de 2001, iniciou um pequeno ensaio (fase II) nos EUA e na Europa envolvendo cerca de 360 pacientes
com Alzheimer em fase intermediária. Aproximadamente 300 participantes foram randomicamente escolhidos para receber a AN-1792 e os demais receberam placebo.
Em janeiro de 2002, a Elan e o Laboratório Wyeth-Ayerst suspenderam a administração da droga na fase II, após quatro participantes que haviam recebido múltiplas doses da AN-1792 apresentaram sintomas de inflamação no cérebro. Quando mais 11 participantes apresentaram essa mesma e grave complicação no final do mês de fevereiro de 2002, cientistas independentes do Safety Monitoring Committee decidiram que mais ninguém deveria receber a droga AN-1792.
Os pesquisadores do estudo continuaram, e continuam, a seguir os casos, monitorando o grau de bem-estar dos participantes com o propósito de detectar e medicar os que porventura apresentarem os sintomas de encefalite. Todos os pacientes que apresentaram os sintomas foram tratados pelos pesquisadores, e, de acordo com a Elan e Wyeth Ayerst, a maioria se recuperou.
O que se aprendeu desde que a administração da droga AN-1792 foi suspensa?
A causa exata da inflamação cerebral não foi determinada. As empresas e os pesquisadores estão estudando com profundidade o assunto a fim de descobrir por que alguns pacientes desenvolveram esses sintomas, como também para determinar quais conclusões podem ser extraídas dos dados estatísticos desse ensaio.
Na conceituada revista Nature Medicine, de 15 de outubro de 2002, Christoph Hock et al. publicaram os resultados de um estudo com 30 participantes na fase II, em Zurique.
Os dados de Hock et al. confirmaram que os participantes haviam desenvolvido anticorpos para a beta–amiloide e que não parecia haver correlação entre a formação desses anticorpos com o risco do aparecimento dos sintomas de encefalite. Os anticorpos não reagiram com a molécula precursora da proteína beta-amiloide (cuja função ainda não é completamente conhecida) encontrada comumente nos nervos e em células de outros tecidos no organismo.
Em 16 de março de 2003, na edição on-line da revista Nature Medicine, cientistas publicaram os resultados da primeira necropsia de uma participante do estudo com a vacina que havia demonstrado evidências dos poderosos efeitos da droga sobre o cérebro.
A mulher era um dos 15 casos que haviam apresentado sintomas de encefalite, e seu cérebro estava seriamente comprometido, em toda sua extensão, com sinais de grave processo inflamatório. Entretanto, em grande parte de seu cérebro não foram encontradas placas amiloides “atacadas” pela vacina (um fenômeno que não foi observado nos 7 participantes que haviam recebido placebo).
Apesar da aparente redução de placas no cérebro, a AN-1792 parecia não ter sido capaz de reduzir os depósitos amiloides nos vasos sanguíneos dessa senhora, fato que também foi encontrado na maioria dos outros pacientes com Alzheimer.
A AN-1792 também demonstrou ser incapaz de “atacar” e prevenir o aparecimento de outras lesões características da doença de Alzh

 

Veja também:

Antagonista dos Receptores de Glutamato

Bases Atuais da Terapêutica

Inibidores da Acetilcolinesterase (Parte 1)

Inibidores da Acetilcolinesterase (Parte 2)

Novas Drogas - Perspectivas (Parte 1)

Novas Drogas - Perspectivas (Parte 3)

Outras Possibilidades Terapêuticas

Tratamento não Farmacológico

Tratamento Sintomático