Alois Alzheimer

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Bases Atuais da Terapêutica

O diagnóstico precoce é decisivo para o tratamento adequado e eficaz. Atualmente, a base da estratégia terapêutica está alicerçada em três pilares: retardar a evolução, tratar os sintomas e controlar as alterações de comportamento.
A terapia colinérgica é a mais utilizada, podendo inclusive melhorar efetivamente a cognição e a funcionalidade em um grupo restrito de pacientes, cerca de 20% a 30%. O tratamento colinérgico visa melhorar a transmissão colinérgica em nível cerebral. O nível de acetilcolina (neurotransmissor decisivo no desempenho cognitivo) está diminuído na doença de Alzheimer (DA) ou por diminuição de produção ou por excessiva destruição pela ação da enzima acetilcolinesterase.
Dessa forma, os sintomas poderiam ser melhorados com o uso de agonistas (estimuladores) colinérgicos ou por inibidores colinesterásicos, ambos aumentando a atividade colinérgica.
Todas as drogas aprovadas para uso, com exceção da memantina, são indicadas para pacientes que estão nas fases iniciais e intermediárias da doença. São elegíveis os pacientes que ainda mantêm algum grau de cognição e de independência funcional, daí a importância do diagnóstico precoce.
Deve-se sempre considerar a necessidade de confirmar o diagnóstico antes de iniciar o tratamento específico, descartando-se todas as outras causas de demência, particularmente as potencialmente reversíveis.

A filosofia que deve nortear a decisão de iniciar o tratamento o mais cedo possível deve ser perseguida evitando-se retardar essa decisão atribuindo as perdas cognitivo-funcionais como decorrentes do “processo normal de envelhecimento”.

Não é raro, se não regra, pacientes serem medicados apenas quando o processo demencial já avançou muito, inviabilizando toda e qualquer possibilidade de melhora.
Na década de 70, pesquisas comprovaram que a quantidade de acetilcolina, em nível sináptico, estava muito diminuída em pacientes com doença de Alzheimer. A acetilcolina é o neurotransmissor indispensável à comunicação interneuronal, sendo a substância mais importante no mecanismo da memória e do aprendizado. É a quantidade (concentração) desse neurotransmissor, durante a sinapse, que vai permitir a fixação da informação, de aprender coisas novas, de resgatar informações aprendidas, além de outras atividades intelectuais.
Todas as tentativas de aumentar a quantidade de acetilcolina em nível sináptico com o uso de agonistas colinérgicos fracassaram.
A terapia colinérgica é a mais utilizada, já que ela pode melhorar efetivamente a cognição e a funcionalidade em um grupo restrito de pacientes, cerca de 20 a 30%. Atualmente, alguns autores propõem que essa terapia deve ser iniciada logo que os primeiros sintomas apareçam, mesmo que o processo demencial ainda não esteja completamente instalado, retardando o curso natural da enfermidade. O tratamento colinérgico visa melhorar a transmissão colinérgica em nível cerebral.

A  Tacrina

Os temidos efeitos colaterais da primeira droga aprovada (tacrina) deixaram uma triste imagem do tratamento na classe médica; felizmente, as drogas atuais são muito mais seguras.
Em 1986, o New England Journal of Medicine publicou dados de um estudo em que um novo medicamento chamado tacrina havia demonstrado ser muito eficaz, apresentando resultados altamente animadores nos pacientes com doença de Alzheimer. O modo de ação da droga era inovador. Impedia que a pouca acetilcolina remanescente não fosse prontamente destruída pela enzima acetilcolinesterase, aumentando de forma indireta e efetiva a concentração dessa substância em nível sináptico. A tacrina, infelizmente, não é uma droga segura. Como se tratava de uma droga altamente hepatotóxica, houve grandes dificuldades para ser aprovada pela Food and Drugs Administration (FDA), o que ocorreu em 1993 sob o nome comercial de Cognex®. Essa droga, por seus graves efeitos colaterais, praticamente não é mais prescrita.
A tacrina, no entanto, abriu um novo horizonte de pesquisa, e grandes indústrias farmacêuticas passaram a pesquisar drogas com a mesma ação farmacológica, porém com menos efeitos colaterais, mais seguras.
Dessa maneira, chega ao mercado, após terem sido aprovadas pela FDA, em 1996 a donepezila, em 1988 a rivastigmina e em 2001 a galantemina. Todas essas drogas foram aprovadas pela FDA após rigorosos ensaios clínicos que demonstraram inequivocamente seus benefícios, melhorando o estado cognitivo, o desempenho nas atividades da vida diária e abrandando os distúrbios de conduta, desde que bem indicadas e corretamente utilizadas.
Essas três drogas demonstraram ser efetivas especialmente para os pacientes em fases inicias da DA, aumentando a cognição e melhorando significativamente a sintomatologia.

 

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Outras Possibilidades Terapêuticas

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Tratamento Sintomático