O BANHO
O banho, aparentemente uma atividade comum e de fácil realização, pode causar no cotidiano um momento complexo, perigoso e estressante.
Já na fase inicial pode existir uma resistência ao ato de se banhar ou ser banhado.
Esta resistência baseia-se fundamentalmente em alguns aspectos especiais: a perda ou diminuição da auto-estima, (especialmente nos pacientes que se encontram em estados depressivos), a quebra da rotina, os traumas psicológicos devido a uma má condução no passado desta atividade (queimadura, frio,queda,brutalidade), a desorientação têmporo-espacial e a perda da memória.
Pacientes depressivos devem ser incentivados. Os hábitos e costumes de cada indivíduo devem ser valorizados e a atividade deve ser planejada com cuidado e atenção.
Algumas questões são absolutamente críticas e via de regra não são levadas em consideração como: o sentimento de perda da individualidade e a falta de privacidade. Quando um indivíduo apresenta certo grau de deterioração com conseqüente perda de suas habilidades é comum que seja invadido em sua privacidade e cerceado em sua autonomia.
Exemplificando: certos pacientes pertencem a gerações de conduta moral tão rígida e costumes tão recatados que nunca se apresentaram nus ou seminus diante de outras pessoas, mesmo seus cônjuges.
Pode-se entender o desconforto e o pânico de um senhor que sempre manteve hábitos extremamente conservadores em relação ao seu pudor, sendo banhado por pessoas estranhas.
Outra causa de resistência diz respeito a fatos passados de triste lembrança: quedas acidentais, queimaduras por água quente, frio por água fria, ardência nos olhos por sabonete, atitudes ríspidas por palavras ou por manuseio brusco e inadequado, que muitas vezes causam escoriações ou mesmo hematomas. Estas ocorrências transformam-se em receios, despertando no paciente o desejo de não repeti-los.
A precisa identificação dos receios do paciente é difícil de ser constatada, pois como o doente não tem condições de se explicar com clareza, o cuidador muitas vezes se constrange com o seu erro, geralmente não intencional e não comunica o ocorrido.
O comprometimento da memória e a desorientação também podem levar o paciente a crer que acabou de banhar-se ou que se banhou há pouco tempo, resistindo assim, a uma atividade para ele, desnecessária.
O registro em um cartaz ou em uma lousa contendo o dia e a hora do último banho, poderá auxiliar ao cuidador se o paciente questioná-lo com uma frase do tipo “acabei de tomar banho!”.
Outro fato relevante é que alguns indivíduos não cultivaram a rotina do banho diário; assim, a imposição dessa atividade poderá representar uma alteração em seus hábitos. Isso ocorre com freqüência em pacientes de outras nacionalidades, onde o fator climático e cultural promovem hábitos diferentes quanto à freqüência do banho.
Há também os pacientes que desfrutam deste momento com grande prazer, sendo inclusive um recurso a ser utilizado pelo cuidador diante do paciente agitado.
Estas considerações são importantes, pois esclarecem que não há padrões pré-estabelecidos para esta atividade. Podemos concluir dizendo que o ato do banho pode ser extremamente complicado e estressante se mal conduzido, ou repousante e até, com efeito, de certa maneira terapêutico se bem orientado.
A palavra de ordem na boa condução dessa atividade é: ROTINA
A quebra de rotina deve ser evitada, pois os pacientes não apreciam fatos inesperados ou mudanças súbitas no seu dia-a-dia.
A manutenção de uma rotina rígida no cotidiano confere ao paciente uma sensação de segurança, devendo ser observada com rigor.

Deve haver um horário predeterminado para o banho, que possa ser identificado pelo paciente pelo ritual dos preparativos, que deve transcorrer sempre da mesma maneira.
Se não houver um horário pré-estabelecido para o banho e tampouco existirem fatos e atitudes que precedam esta atividade, o paciente pode tornar-se resistente não quanto à atividade em si, mas contra toda e qualquer atividade não prevista ou anunciada com antecedência pelos preparativos. É bom que nos lembremos que a convivência com o paciente acaba por gerar um novo tipo de comunicação que às vezes não se baseia apenas em palavras, mas também em movimentos e atitudes.
A FILOSOFIA
Para a maioria das pessoas adultas o ato de banhar-se não costuma apresentar dificuldades. Determinadas ações já estão tão incorporadas às atividades diárias que são realizadas automaticamente. Porém, se pararmos para pensar e se analisarmos todos os movimentos e decisões tomadas durante um banho normal iremos perceber que se trata de uma atividade relativamente complexa.
Podemos chamar de filosofia a atitude que devemos adotar na preservação da autonomia do paciente. É fundamental que o cuidador se coloque na condição de um auxiliar que ajuda e colabora, porém, permite e incentiva a realização do máximo de tarefas, pelo próprio paciente, respeitadas as limitações individuais (o cuidador não deve assumir uma posição de controle integral, dando o banho e tomando as iniciativas que ainda podem ser realizadas a contento pelo próprio indivíduo).
É compreensível e natural que se adote uma postura de controle integral, pois é muito mais fácil e prático realizar a tarefa do que assumir a atitude passiva de um auxiliar. É importante que isto não ocorra, pois atitudes deste tipo terminam por embotar a participação e cerceiam as iniciativas do indivíduo, levando rapidamente ao aumento de sua dependência, o que nunca deve ser a meta do cuidador.
O verdadeiro cuidador orienta suas ações no sentido de preservar e maximizar as habilidades remanescentes.
PREPARATIVOS
Os preparativos são essenciais e indispensáveis, devendo obedecer a um verdadeiro ritual.
A falta de um preparativo adequado pode levar a uma situação tensa e perigosa.
Por exemplo: se os objetos necessários não estão à mão, corremos o risco de termos que deixar o paciente sozinho, confuso, molhado, com frio, nu, em um ambiente perigoso, para voltarmos aos quarto e pegar a toalha esquecida.
Quando se está preparando o banho, todas as ações devem ser explicadas em voz alta, uma a uma: “estou pegando uma toalha para secar”, “estou acertando a temperatura da água” etc.
O banho de chuveiro com água em abundância e em temperatura adequada são requisitos indispensáveis.
A temperatura é importante, os banhos quentes são agradáveis e de efeito relaxante.
O banho de leito deve ser reservado a situações específicas.
A partir desses preparativos deve-se conduzir o paciente ao banheiro e dependendo do seu grau de autonomia, deve ser solicitado que vá se despindo. Os comandos devem ser simples, um a um como: “agora vamos tirar a roupas”, “tire a camisa”, “as meias”, “os sapatos etc. Estas frases devem ser acompanhadas por outras de teor encorajador como: “eu sei que você gosta de estar limpo e bem apresentado”, “fico contente de ver que você gosta do banho que eu estou preparando para você” e assim por diante.
Nunca é demais frisar que tanto nos preparativos quanto no banho em si, o paciente só deve ser auxiliado por inequívoca incapacidade.
Despido, o paciente é solicitado a molhar-se, ensaboar-se e remover o sabão remanescente.
O cuidador entrega-lhe a toalha e supervisiona para que se enxugue bem, especialmente entre os dedos dos pés e nas dobras.
Estando devidamente seco, as roupas devem ser-lhe oferecidas, peça por peça, auxiliando-o somente dentro das limitações conhecidas ou evidenciadas.
Certos pacientes preferem banho de banheira, pois se amedrontam com o chuveiro e isso deve ser levado em conta. Esse tipo de banho, se bem que não seja comum no nosso meio, pode ser bastante repousante e seguro. Se esta opção é adotada nunca se deve encher a banheira com mais do que 1/3 de sua capacidade, a temperatura deve ser testada com o uso de termômetros específicos para banho, facilmente encontrados em farmácias, eliminando a possibilidade de uma queimadura.
Para ser colocado na banheira, o paciente deve ser abraçado por trás, ao nível da cintura, propiciando assim o seu deslizamento em perfeita segurança, com total controle do cuidador, até que se estabeleça uma posição equilibrada e confortável. Especialmente neste tipo de banho, o paciente não deve ser deixado só, nem por um instante.
Certos pacientes se comportam melhor quando o cuidador oferece uma recompensa após o banho.
Entreter o paciente na banheira com brinquedos infantis, assim como o uso de mamadeiras para a alimentação e o sistema de recompensas tem defensores, porém há os que argumentam que a infantilização pode ser contra-produtiva. Não existem respostas certas e definitivas para determinadas atitudes. Cada caso responde de uma maneira. Cada família é um universo.
É importante que a atividade logo após o banho e o vestir seja agradável e repousante. Há cuidadores que defendem, como já vimos, o sistema de recompensa por bom comportamento no desenrolar do banho e este é o momento de, em tranqüilidade, serem recompensados.
O bom-senso somado a um bom aconselhamento técnico geralmente estabelece, com boa margem de segurança, o acerto ou o erro de medidas e artifícios não usuais. Um cuidador experiente disse: “Polêmicas à parte, o que importa é se o método funciona ou não...”.
Durante o banho, a massagem é uma prática revigorante e estreita os laços entre o paciente e o cuidador.
A presença de vapor de água no banheiro também é um grande aliado. A inalação destes vapores é benéfica, prevenindo e auxiliando no tratamento de doenças do aparelho respiratório.
Existem pacientes cujo pudor, como já descrevemos, é tão pronunciado que determinados cuidadores permitem que sejam banhados com suas roupas íntimas que no decorrer do banho vão sendo retiradas com calma e diplomacia.
O pudor do cuidador em determinados casos especialmente quando a filha banha o pai ou o filho banha a mãe pode se tornar uma tarefa altamente comprometida em sua qualidade; nesses casos, é de bom senso que se peça a ajuda para que se garanta uma higiene completa especialmente das áreas genitais e adjacentes.
O chuveiro manual é um recurso que facilita o banho e o paciente deve estar sentado para ter maior segurança. Por ser fácil de usar, faz com que certos pacientes desfrutem imensamente deste recurso, pois podem manuseá-lo, dirigindo o jato para onde queiram.
O chão molhado favorece escorregões, assim o cuidador deve certificar-se que está calçado adequadamente e providenciar para que os tapetes de borracha sejam colocados nas áreas críticas.
Nunca é demais que se repita que esse momento, reservadas as precauções necessárias pode ser extremamente agradável não apenas ao paciente como também para quem o cuida.
O banho também é um ótimo momento para que se faça um revisão sistematizada na pele, unhas e cabelos à procura de alguma lesão ou doenças de pele, assaduras, escaras incipientes e a constatação de hematomas por traumas não observados.
As unhas devem ser aparadas semanalmente.
Os cuidados com a boca, com a limpeza das próteses ou a escovação dos dentes devem ser realizados diariamente e um bom artifício é o cuidador escovar os seus próprios dentes, solicitando que o paciente o imite. O uso de fio dental, se aplicável, complementa a higiene bucal e não deve ser negligenciado. O uso de colutórios pode ser perigoso por ingestão inadvertida.
Os cabelos devem ser lavados regularmente e checados com relação à presença de parasitas. Determinados pacientes podem ter seus cabelos aparados pelo próprio cuidador e se necessitarem de maiores cuidados devem ser tratados por profissional específico.
O uso de maquilagem é positivo para as mulheres e deve obedecer ao bom-senso.
A atitude a tomar com relação a negativas é a de se manter uma postura determinada, evitando a confrontação e a discussão, conduzindo com firmeza, passo a passo, a execução total da tarefa.
VESTIR
O uso das roupas deve obedecer a algumas regras específicas.
As opções devem ser limitadas a poucas peças. Estas devem ser dispostas na ordem em que serão vestidas, observando-se uma coordenação em termos de cores, que favoreçam amplas composições, evitando-se combinações bizarras.
O guarda-roupa do paciente deve conter apenas o necessário.
Gravatas, cintos e acessórios devem ser retirados, bem como roupas difíceis de vestir.
Deve ser feita uma seleção nas roupas, verificando-se a real utilidade de cada peça conforme a estação, para propiciar a praticidade.
Todas as peças que tenham pouca possibilidade de ser utilizadas devem ser retiradas do guarda-roupa, dando-se preferência às roupas amplas, confortáveis e práticas, discretas, tanto quanto aos modelos, como quanto às cores e sua combinação entre si. Roupas com elástico ou velcro são mais fáceis de vestir, as com botões devem ser evitadas.
As cores principais que servem de base a uma boa variação e boas combinações encontram-se entre o azul, o verde e o marrom, com suas variadas tonalidades.
A boa apresentação do paciente colabora para melhorar a sua auto-estima e traduz a qualidade dos cuidados que lhe estão sendo ministrada
Os pacientes com doença de Alzheimer costumam apresentar variações de peso, emagrecendo e eventualmente ganhando peso e suas roupas devem permitir estas adaptações.
A presença de um bolso apenas ,não muito profundo ,evita que o paciente se irrite, buscando determinados objetos.
Certos pacientes se entretêm manipulando linhas e costuras e desta maneira as roupas devem primar pela simplicidade e conforto, não devendo ser apertadas e sim amplas e confortáveis, sem costuras aparentes.
Os pijamas, especialmente para as mulheres, são mais complicados de vestir do que as camisolas, que são vestidas pela cabeça em um só movimento.
Para os homens deve-se dar preferência às camisas do tipo pólo e blusas de lã com gola em “V”.
Os calçados com cadarço são poucos práticos; deve-se dar referência aos mocassins, sem fivelas, franjas etc... Dependendo das habilidades residuais, determinados artefatos específicos de ajuda para calçar sapatos e meias podem ser utilizados.
Certos pacientes ainda mantêm discernimento para optarem a respeito do que querem vestir. Muitas vezes elegem algumas peças como suas favoritas e insistem em usá-las todos os dias. Na impossibilidade de aceitarem outras roupas que não as preferidas, réplicas e duplicatas, dos modelos teimosamente requisitados resolvem o impasse.
Certos cuidadores preparam conjuntos de roupas pré-estabelecendo o uso de determinadas combinações deixando o paciente optar pelos conjuntos e não por peças isoladas.
É comum que digam que as roupas que não os atraem não lhes pertencem, assim o uso de etiquetas ou de alguma outra forma de identificação são um grande argumento para que os pacientes as aceitem com mais facilidade.
O ato de vestir pode trazer instabilidade no equilíbrio favorecendo as quedas. Alguns cuidadores costumam sentar-se para supervisionar este ato com o paciente sentado; outros se colocam em pé, ao lado, em rigoroso estado de alerta para, diante de alguma instabilidade, socorre-los de imediato. O local onde o paciente está se vestindo também deve observar algumas regras. Correntes de ar, móveis com cantos vivos e pisos escorregadios devem ser evitados.
O paciente deve vestir-se sempre no mesmo local. A manutenção de uma rotina cria hábitos que, conferindo maior familiaridade com o ambiente, fazem-no sentir-se mais seguro.
As peças devem ser arrumadas nos guarda-roupas de modo compartimentado. As gavetas devem conter apenas um tipo de peça: meias em uma, camisas em outra etc. Este tipo de organização deve ser obstinadamente observado, pois assegura ao paciente que, quando abrir uma determinada gaveta, encontrará sempre o mesmo tipo de roupa.
Identificar as gavetas e as portas dos armários auxilia na orientação do paciente, refletindo positivamente na manutenção de sua autonomia.
Devemos observar a diferença entre vestir e ajudar a vestir.
Esta postura vem de encontro ao objetivo maior quanto aos cuidados a serem dispensados ao paciente que consiste em manter o máximo possível as habilidades remanescentes.
HIGIENE ORAL
A higiene oral é essencial para a saúde e conforto do paciente. Os dentes devem ser escovados e as próteses devidamente limpas após cada refeição.
Uma boa nutrição começa pela mastigação e desta forma é imperioso que haja zelo pela higiene e manutenção da saúde da boca, dentes e conservação das próteses.
Dentes mal cuidados são sede freqüente de focos de infecção e é necessário que se verifique regularmente as condições dos dentes remanescentes, assim como a condição das próteses.
Se as próteses não estão ajustadas, poderão causar lesões, prejudicando a mastigação e fazendo com que o paciente passe a preferir substâncias de consistência cada vez menor, com conseqüente comprometimento de seu estado nutricional.
O paciente deve ingerir grande quantidade de líquidos promovendo um asseio indireto da boca.
Pacientes que dormem sem ter realizado boa higiene bucal estão propensos a apresentar infecções das glândulas salivares (parotidite) que se manifestam por febre baixa, inchação da região com dolorimento e mau hálito. O mau hálito é um sinal de que algo errado está acorrendo, devendo ser convenientemente checado.
BARBA
A grande maioria dos pacientes se sente melhor quando estão barbeados.
Os barbeadores elétricos são recomendáveis e mais seguros. Se o paciente rejeita esse método, o barbear tradicional deve ser feito por intermédio de aparelhos adequados, com lâminas de segurança. Os aparelhos que expõem a lâmina, sem proteção, são perigosos e, portanto inadequados.
Esta atividade deve ser realizada preferencialmente pelo cuidador face às dificuldades e perigos que apresenta.
MÃOS E UNHAS
A exemplo de muitas crianças, alguns pacientes costumam colocar os dedos na boca, chupando-os ou roendo as unhas. A umidade constante, pela saliva, favorece as lesões de pele assim como a passagem de bactérias das mãos para a boca e daí para o restante do aparelho digestivo.
A manutenção de mãos limpas e unhas aparadas previne estas complicações.
Pacientes com grande grau de deterioração mental podem assumir determinados comportamentos compulsivos, chupando os dedos e roendo as unhas com tal freqüência e intensidade que podem causar danos e complicações de alta seriedade. Nesses casos o uso de luvas com ou sem dedos podem evitar ou pelo menos minorar os efeitos desses distúrbios de ordem comportamental.
PÉS
Os pés podem estar muito úmidos ou muito secos dependendo do clima e da quantidade de ar que recebem.
As unhas devem ser aparadas a cada 2 ou 3 semanas, para se manterem curtas. O corte reto sem que se aprofunde nos cantos evita que se encravem.
As meias de algodão são especialmente indicadas naqueles que transpiram muito, por absorverem a umidade. Andar descalço, se possível, nesses casos é saudável e faz com que os pés recebam diretamente alguma insolação e aeração.
As imersões dos pés em solução morna são relaxantes e removem a pele morta favorecendo o asseio. A massagem com o uso de loções hidratantes colaboram com a boa saúde dos pés.
Nos pacientes diabéticos estes cuidados devem ser redobrados, pelo risco que há de partir de uma lesão infectada, evoluírem para a gangrena e a amputação. O tratamento e corte das unhas deve ser feito por profissional especializado (podologista) e todas as lesões como calos, joanetes e micoses devem ser tratadas pelo médico.
A possibilidade de complicações seríssimas que culminam com a gangrena e amputação justificam estas precauções.
CUIDADOS COM A PELE
Vários fatores influem na manutenção de uma pele saudável.
Boa nutrição e ingestão adequada de líquidos contribuem significativamente e são fundamentais.
Manter a pele hidratada e bem lubrificada às custas de cremes e soluções traz benefícios evidentes.
A massagem aplicada após o banho, além de ser reconfortante e de efeito calmante, favorece a uma melhora da circulação e deve ser realizada com cremes hidratantes.
As escaras de decúbito são por sua freqüência e importância as mais terríveis lesões de pele no paciente demenciado.
CABELOS
Independente do sexo do paciente, os cabelos devem ser preferencialmente curtos.
Reservados os aspectos estéticos e mantidos os comprimentos dentro dos valores do bom-senso e do gosto individual do paciente, os cabelos curtos são mais práticos, pois evitam a transpiração excessiva e eliminam ocorrências desagradáveis, como pedaços de comida ou cabelos imersos no prato durante as refeições, se o paciente se debruça para comer.
É aconselhável que os cabelos sejam lavados fora do horário do banho habitual. A freqüência destas lavagens dependerá de vários fatores: clima, estado de saúde, costumes, sexo do paciente etc. Porém duas vezes por semana é o mínimo aceitável.
Se a pessoa não se assusta com o secador esse recurso deve ser usado. A temperatura do ar deve ser observada para evitar queimaduras.
Os xampus para crianças são realmente um recurso valioso, pois não ardem quando atingem os olhos, devendo ser usados em pequena quantidade facilitando um rápido enxágüe.



