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Tomografia Computadorizada do Crânio
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Permite visualizar, em finos cortes, alterações no tecido cerebral.
Tem inquestionável valor no diagnóstico de tumores e Acidente Vascular Cerebral porém, com respeito ao estudo das doenças degenerativas, seu valor é limitado.
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Uma tomografia normal não exclui definitivamente o diagnóstico de doença de Alzheimer, assim como o diagnóstico de atrofia cerebral não selará o diagnóstico.
É um exame relativamente seguro que colabora no raciocínio clínico durante o processo de investigação de quadros demenciais.
A Tomografia Computadorizada se constitui num aparelho de Raios X muito mais complexo que o convencional. A dose de irradiação é mínima e possibilita a visualização tridimensional dos órgãos em geral e, em particular do cérebro.
Embora a imagem gerada seja monocromática, apenas com várias tonalidades em cinza, indo do totalmente preto ao branco, mesmo assim são muito mais numerosas que as variações de tons de cinza do Raio X convencional. A Tomografia Computadorizada e, mais recentemente, a Ressonância Nuclear Magnética, têm ajudado significativamente no estudo do Sistema Nervoso Central.

Ressonância Nuclear Magnética
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Guarda alguma semelhança com a tomografia computadorizada, uma vez que também realiza cortes das estruturas corporais, porém com maior nível de detalhamento e nitidez.
Com exceção dos pacientes portadores de marca-passo cardíaco, é um exame totalmente isento de riscos.
Não há emissão de radiação. A Ressonância Magnética é conhecida desde 1940, inventada por Purcell e Bloch, laureados com o Prêmio Nobel de Física em 1952.
 Eduard Mills Purcell (1912–1997) Felix Bloch (1905–1983)
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A Ressonância Magnética é um método de imagem que aproveita as propriedades naturais dos átomos existentes no corpo humano para criar uma imagem. Tomando por base a possibilidade de exposição à radiação ionizada, a Ressonância Magnética, por não utilizá-la, é um método mais inócuo que os Raios X tradicionais ou que a Tomografia Computadorizada.
Com esse método é possível avaliar áreas específicas de importância na doença de Alzheimer como o hipocampo. Esse método é útil na aproximação do diagnóstico clínico, se bem que a perda volumétrica da área hipocampal não seja exclusiva da doença de Alzheimer.

O termo hipocampo que define essa região do cérebro, recebe essa denominação pela semelhança com a forma de um cavalo-marinho.
A Tomografia Computadorizada e a Ressonância Magnética mostram apenas as estruturas anatômicas do cérebro. Como o cérebro é um órgão estático, não se move como o coração ou pulmão, os Raios X tem escasso valor para avaliação da função. O valor dos tomógrafos de PET ou SPECT está relacionado ao estudo das funções cerebrais, das partes ativas ou não-ativas do cérebro. Com esses exames é possível avaliar como as diferentes regiões do cérebro funcionam ao desenvolvermos as mais diversas atividades mentais, como por exemplo, pensar, lembrar, ouvir, ver, falar, etc.
Tomografia Por Emissão de Pósitrons (PET)
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Exame extremamente sofisticado, possibilita a observação de modificações do metabolismo cerebral em condições normais e patológicas.
A história desses exames começa na década de 60. No PET injeta-se uma dose de substância radioativa, (traçadora), que vai ser absorvida pelo cérebro. Normalmente trata-se de uma molécula normal de glicose, facilmente absorvida pelas células cerebrais. As células ativas absorverão mais substância traçadora porque elas têm um metabolismo mais acelerado e, conseqüentemente, necessitam de mais energia.
O átomo de flúor, por ser radioativo, emite um pósitron, que é uma espécie de elétron com carga elétrica positiva. Quando este pósitron colide com o elétron ocorre liberação de raios gama, que são captados pelo aparelho de PET (Positron Emission Tomography). No mapeamento cerebral a cor preta significa atividade nula ou de contagem zero, enquanto o branco significa o nível mais alto de atividade. Tomógrafos modernos convertem as várias tonalidades do cinza em cores. O vermelho representa a contagem mais alta, depois vem o amarelo, depois o verde. Azul, violeta e preto representam respectivamente os níveis mais baixos de atividade.
Normalmente esses traçadores distribuem-se em proporção direta no fluxo sangüíneo ou ao consumo de glicose no cérebro, os quais representam medidas fiéis do funcionamento cerebral regional. Atualmente tem-se usado os chamados rádio-traçadores, antagonistas de tipos específicos de receptores cerebrais ou bloqueadores pré-sinápticos. Estes novos traçadores permitem a construção de imagens tomográficas de PET e SPECT que correspondem, à distribuição muito específica de terminais pré-sinápticos dopaminérgicos, de neuro-receptores dopaminérgicos D1 e D2, serotonérgicos 5-HT1A e 5-HT2, GABAèrgicos, colinérgicos e opióides entre outros.
Os computadores associados ao PET e SPECT realizam vários cortes construindo uma imagem tridimensional do órgão.
TOMOGRAFIA POR EMISSÃO DE FÓTON ÚNICO - SPECT
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Quando a emissão não é de pósitron mas de fóton (outra partícula do átomo), o método se chama SPECT.
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O PET e SPECT podendo ser usados durante atividade mental, são úteis para estudar o fluxo sangüíneo cerebral, o consumo de oxigênio pelas células cerebrais, o pH tecidual, o consumo de glicose pelos neurônios, assim como a atividade dos neuroreceptores cerebrais. O PET e SPECT são úteis na avaliação das funções cognitivas.

Ressonância Magnética Funcional do Cérebro
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A ressonância nuclear magnética funcional (RNMf) é um método não invasivo capaz de detectar áreas cerebrais que têm o seu funcionamento modificado durante a realização de uma tarefa específica.
O exame consiste em adquirir uma série de imagens do cérebro em períodos em que o paciente está em repouso e também quando sofre uma estimulação em partes motoras. As regiões estimuladas recebem uma quantidade de fluxo sanguíneo maior que o necessário para suprir a demanda de oxigênio no tecido em repouso resultando no aumento de oxihemoglobina e diminuição de desoxihemoglobina que é paramagnética, e que, em conjunto com o aumento do fluxo, resulta em um aumento do sinal.
Vários estudos estão em curso no sentido de investigar sua aplicação no diagnóstico das demências.

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Eletroencefalograma
O Eletroencefalograma (EEG) é uma técnica usada desde 1929, descoberta pelo psiquiatra alemão Hans Berger.
Na prática o Eletroencefalograma é realizado através da colocação de eletrodos na cabeça do paciente que são conectados a um poderoso amplificador de corrente elétrica.
Esse amplificador aumenta a amplitude do sinal elétrico gerado pelo cérebro milhares de vezes e, através de um dispositivo chamado galvanômetro, as oscilações para mais ou para menos dessa corrente elétrica são desenhadas numa tira de papel sob a forma de ondas.
As ondas elétricas cerebrais variam conforme a situação funcional do cérebro.
Utilizado com freqüência na avaliação de quadros convulsivos.

É útil no diagnóstico diferencial com a doença de Pick e Creutzfeldt-Jakob. Na doença de Alzheimer pode estar normal em 5 a 20% dos casos. O eletroencefalograma (EEG) e o estudo do sono colaboram com o diagnóstico diferencial. Alguns pacientes com pseudodemência costumam apresentar EEG normal, enquanto que na doença de Alzheimer as alterações de lentificação são as mais comuns. As alterações mais freqüentes em pacientes com doença de Alzheimer são:
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Lentificação do ritmo alfa em ambos hemisférios;
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Aumento da atividade theta;
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Aparecimento da atividade delta à medida que a doença evolui.
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