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Vários estudos estão em curso na tentativa de esclarecer que outras drogas poderiam retardar a evolução da doença de Alzheimer. Esses estudos são preliminares e seus resultados devem ser comprovados em ensaios controlados e bem conduzidos.

Drogas que reduzem o colesterol sérico, antiinflamatórios, antioxidantes e estrógenos são algumas das substâncias que estão sendo estudadas com esse propósito.

Os resultados preliminares são conflitantes.


Drogas Antiinflamatórias


Pessoas que recebem grandes doses de antiinflamatórios não hormonais (AINH), geralmente para tratar doenças reumatológicas, apresentam, de acordo com alguns estudos, menor probabilidade de desenvolver a doença. AINH,  que são vendidos mesmo sem receita médica como a aspirina entre outros como também outras de receituário como: Celebra (celecobix) e o Vioxx ( retirado do mercado mundial em outubro de 2004) -(rofecoxib)-, poderiam ter a propriedade de reduzir o processo inflamatório a nível cerebral relacionado com a formação das placas neuríticas ,associada com a doença de Alzheimer, retardando efetivamente sua evolução.

Nenhum dos resultados até o momento são definitivos. Essas drogas devem ser estudadas, dentro desse objetivo, em ensaios rigorosamente desenhados e bem controlados,antes que esses potenciais benefícios sejam colocados em prática.

 Um desses ensaios “Alzheimer´s Disease Anti-Inflammatory Prevention Trial (ADAPT)” foi iniciado em 2001 com o objetivo de testar a eficácia de alguns AINH na prevenção da doença de Alzheimer. O estudo com mais de 2.500 participantes, sem demência, com 70 anos ou mais, é uma iniciativa da NIA e deverá apresentar suas conclusões em  5 ou 7 anos.


Antioxidantes


Radical Livre

Pesquisadores também estão examinando se o uso de agentes antioxidantes como a Vitamina E, Vitamina C, selênio, seleginina e caroteno poderiam diminuir ou anular as ações maléficas a nível celular dos radicais-livres, (compostos que têm um papel fisiológico quando em concentrações adequadas). As defesas orgânicas desempenham bem esse papel mas declinam com o processo de envelhecimento. 

Alguns estudos sugerem que os antioxidantes podem proteger as células e adiar o início da doença. Porém, um estudo com duração de 4 anos com cerca de 1.000 idosos realizado na Columbia University demonstraram que consumindo essas substâncias em dietas ou usando suplementos não houve diminuição do risco para o desenvolvimento da doença de Alzheimer. Os resultados desse estudo foram publicados em Fevereiro de 2003 “Archives of Neurology”.

O chamado "Teste do Cabelo" e suas  variantes  preconizados por poucos para determinar o grau do chamado " estresse oxidativo" é altamente questionável tanto do ponto de vista científico como também sob a ótica da ética médica não fazendo parte do arsenal de investigações médicas sérias e fundamentadas. 


Existem várias drogas com propriedades antioxidantes. Uma delas, a erva Ginkgo Biloba, usada na China há milhares de anos, em um estudo limitado, mostrou ter havido discreta melhora cognitiva, no comportamento social e nas atividades da vida diária como vestir e comer. Um estudo com cerca de 3.000 participantes está sendo conduzido pelo National Institutes of Health (NIH), investigando a eficácia do Ginkgo Biloba em prevenir ou retardar o declínio cognitivo em idosos.

O FDA (Food and Drug Administration) alerta que alguns suplementos podem interagir com as medicações prescritas pelo médico podendo levar a sérios danos. Aconselha que qualquer tipo de medicamento, inclusive ervas e os
compostos ditos “naturais” só devem ser indicadas pelo médico.



Estrógeno

Vários estudos relacionam o hormônio feminino estrógeno com a melhora cognitiva e a possível prevenção ou retardamento do desenvolvimento da doença de Alzheimer em mulheres.

Mas, um estudo patrocinado pelo NIH, abrangente, representativo e de longo prazo, mostrou o contrário. Nesse estudo,  “Women´s Health Initiative Memory Study ( WHIMS)”  uma parte das mulheres,com 65 anos e mais, que receberam estrógeno e progesterona, tiveram o dobro da taxa de demência, inclusive doença de Alzheimer, quando comparadas com as que não usaram as drogas.

Esse estudo publicado em 28 de Maio de 2003 no JAMA, também concluiu que o uso dessa combinação também não as protegeu do discutível 'diagnóstico' cognominado de “declínio cognitivo moderado”, uma forma, defendida por alguns ,de doença mental menos grave do que a demência.

Pode-se deduzir que ainda são necessários mais estudos rigorosamente controlados e bem desenhados para que se possa incluir essas possibilidades terapêuticas no receituário dos especialistas.

Recentemente descobriu-se que a isoflavona, composto obtido a partir da soja, possui propriedades que mimetizam a ação benéfica do estrógeno, inclusive aumentando sua produção. Essa é uma alternativa promissora tendo em vista sua segurança por ser absolutamente natural, colocando-se como uma opção racional a ser cogitada.


Outras Estratégias Terapêuticas

A doença de Alzheimer é uma doença idade-dependente e a maioria dos pacientes são idosos que apresentam outras doenças concomitantemente. Esse é um grande problema para os geriatras que muitas vezes têm que prescrever mais drogas do que desejariam.
Esse fato abre um espaço para que diante de um quadro por exemplo de hipertensão arterial a introdução da nimodipina ( Nimotop) , poderia substituir o anti-hipertensivo usado, controlando os níveis pressóricos (seu efeito colateral mais importante) e usufruindo os eventuais benefícios neuroprotetores sugeridos. A nimodipina é indicada nas demências vasculares e também nas demências mistas: doença de Alzheimer + Múltiplos Infartos Cerebrais.

Recentemente os níveis elevados de homocisteína foram relacionados com a gênese da doença de Alzheimer apoiado na teoria do “estresse oxidativo”. Essa substância é passível de ser quantificada em laboratório e o tratamento consiste na administração de 0,4mg de folato ao dia, ou preferencialmente  por intermédio da dieta.

Alois Alzheimer

  




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